domingo, 2 de fevereiro de 2014

São Brás, Bispo e Mártir e Santo Oscar, Bispo

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)



A Liturgia das Horas e a reflexão no dia de
São Brás e de Santo Oscar (Anscário) :


São Brás foi bispo de Sebaste (Armênia) no século IV. Na Idade Média o seu culto propagou-se por toda a Igreja.


Ofício das Leituras

Segunda leitura
Dos Semões de Santo Agostinho, bispo
(Sermo Guelferbytanus 32, De ordinatione episcopi: 
PLS, 2, 639-640)        (Séc. V)


 Sacrifica-te por minhas ovelhas
O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos (Mt 20, 28). Eis como o Senhor se fez servo, eis como nos ensinou a servir. Deu a sua vida como resgate em favor de muitos : ele nos remiu.

Quem dentre nós tem condições para redimir alguém? Foi pelo sangue de Cristo que fomos redimidos, foi pela sua morte que fomos resgatados da morte; estávamos caídos, e, pela sua humildade, fomos reerguidos da nossa prostração para ajudar os seus membros, pois nos tornamos membros dele : ele é a cabeça e nós somos o corpo.

Aliás, o apóstolo João nos exorta, em sua carta, a seguirmos o exemplo do Senhor que disse : Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor, pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos (Mt 20, 27-28). O mencionado apóstolo nos exorta, por isso, a imitar o exemplo do Salvador com estas palavras : Jesus deu a sua vida por nós. Portanto, também nós devemos dar a vida pelos irmãos (1Jo 3, 16).

O próprio Senhor, falando depois da ressurreição, perguntou : Pedro, tu me amas? Ele respondeu : Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Por três vezes o Senhor fez a mesma pergunta e por três vezes Pedro deu identica resposta. Em todas as tres vezes, o Senhor acrescentou : Apascenta as minhas ovelhas (Jo 21, 15s).

Como podes mostrar que me amas, a não ser apascentando as minhas ovelhas? O que podes me dar com teu amor, se recebes tudo de mim? Portanto, se tu me amas, eis o que tens de fazer : Apascenta as minhas ovelhas.

Uma vez, duas, três vezes : Tu me amas. Amo. Apascenta as minhas ovelhas. Tres vezes o negara por medo. Então o Senhor logo lhe disse : Quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir. Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus (Jo 21, 18-19). Anunciou-lhe sua cruz, predisse-lhe sua paixão.

Prosseguindo, o Senhor lhe disse : Apascenta as minhas ovelhas. Sacrifica-te por minhas ovelhas.

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Santo Oscar nasceu na França, no princípio do século IX e foi educado no mosteiro de Córbia (França). Em 826 partiu para a Dinamarca a fim de pregar a fé cristã, não obtendo porém muito resultado; no entanto teve melhor exito na Suécia. Foi eleito bispo de Hamburgo. O papa Gregório IV, depois de confirmar sua eleição, nomeou-o legado pontifício para a Dinamarca e a Suécia. Encontrou muitas dificuldades no seu ministério de evangelização, mas superou-as com grande fortaleza de ânimo. Morreu em 865.


Ofício das Leituras

Segunda leitura
Do Decreto Ad gentes sobre a ação missionária da Igreja, do Concílio Vaticano II
(N. 23-24)            (Séc. XX)


É preciso proclamar com firmeza o mistério de Cristo
Cada discípulo de Cristo tem a sua parte na tarefa de propagar a fé. Apesar disso, o Cristo Senhor sempre chama dentre os discípulos aqueles que quer, para que estejam com ele, e os envia a evangelizar os povos.

Por isso, através do Espírito Santo, que distribui os carismas como quer para a utilidade comum, inspira a vocação missionária no coração de cada um e ao mesmo tempo suscita Institutos na Igreja, que assumam como missão própria a tarefa de evangelização, que pertence a toda a Igreja.

De fato, são marcados com especial vocação os sacerdotes, os religiosos e os leigos, autóctones ou estrangeiros, possuidores de boa índole e dotados de capacidade e inteligência, que se acham preparados para empreender o trabalho missionário. Enviados pela legítima autoridade, partem movidos pela fé e obediência, para junto daqueles que estão longe de Cristo, destinados para o trabalho a que foram escolhidos, como ministros do Evangelho, para que os pagãos se tornem uma oferenda bem aceita, santificada no Espírito Santo (Rm 15, 16).

Quando Deus chama, o homem deve responder de tal modo que, sem transigir com a carne e o sangue, se entregue de corpo e alma à obra do Evangelho. Esta resposta, porém, não pode se dada senão por impulso e virtude do Espírito Santo.

O enviado entra, portanto, na vida e na missão daquele que esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo (Fl 2,7). Por isso deve estar disposto a perseverar toda a vida na sua vocação, a renunciar a si próprio e a tudo o que até então considerara como seu, e a fazer-se tudo para todos.

Anunciando o Evangelho aos povos, torne conhecido, com toda firmeza, o mistério de Cristo, em cujo nome exerce sua delegação. Nele, ousará falar como convém e não se envergonhará do escândalo da cruz.

Seguindo as pegadas de seu Mestre, manso e humilde de coração, mostre que seu jogo é suave e o seu fardo é leve.

Mediante uma vida verdadeiramente evangélica, com muita paciência, longanimidade, suavidade, caridade sincera, dê testemunho de seu Senhor até à efusão do sangue se for necessário.

Deus lhe dará a virtude e a fortaleza para conhecer a plenitude de felicidade que está contida na grande prova da tribulação e da mais completa pobreza.


Fonte :
‘In Liturgia das Horas III’, pg. 1246, 1249


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