Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)
‘‘Não
conseguir ver uma pessoa sofrer sem que se sofra com ela; vê-la chorar sem chorar
com ela… É um ato do amor que faz compenetrar os corações um dentro do outro e
sentir aquilo que o outro sente, bem diferente do agir dos homens que não
experimentam sentimento algum ao ver o tormento dos aflitos e o sofrimento dos
pobres. (…) Ser cristão e ver o próprio irmão sofrer sem sofrer com ele, sem
estar doente com ele, significa não ter piedade, ser cristão apenas de nome’
(SÃO VICENTE DE PAULO apud LUBICH, 1994, p. 92–93).
O carisma
deste gigante da caridade é o amor concreto que enfrenta os problemas e os
resolve, não por espírito de filantropia, mas porque vê em quem sofre o próprio
Jesus que lhe repete : ‘Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes
de beber…’ (Mateus 25,31ss).
Vicente
nasceu no dia 24 de abril do ano de 1581, perto de Pouy, na Gasconha, de uma
família de pobres camponeses. Embora dotado de uma grande inteligência, até os
15 anos não fez outra coisa senão conduzir à pastagem as poucas ovelhas e os
poucos porquinhos para ajudar a família a ir levando a vida.
Um advogado
da região de Dax, impressionado com o talento do jovem, falou com os pais,
dizendo-lhes que era um pecado não fazê-lo estudar e ofereceu-se para pagar-lhe
as despesas. Uma providência inesperada e uma grande esperança para o futuro da
família. Vicente, por sua vez, não esperava outra coisa e lançou-se sobre os
livros com todo o empenho. Naqueles tempos e naquela região, estudar
significava encaminhar-se para a carreira eclesiástica, na esperança de
agarrar-se o mais rápido possível em uma boa renda. Vicente estudou durante
três anos no colégio dos padres franciscanos de Dax; depois tornou-se clérigo
e, com a ajuda de seu patrono e com a venda de um par de bois da parte do pai,
inscreveu-se na universidade de Toulouse. Aos 19 anos, conseguiu fazer-se ordenar
sacerdote pelo bispo de Périgueux e continuou os estudos até tornar-se bacharel
em teologia. Esperava obter um bom ganho tornando-se pároco, mas não o
conseguiu. No entretempo, perdeu o pai e, para ajudar a família, abriu uma
escola particular sem grande sucesso; ao contrário, sobrecarregou-se de
dívidas. Nesse período, inseriu-se a história, por ele mesmo narrada : enquanto
viajava de Marseille a Narbonne, foi aprisionado por piratas turcos e foi
vendido como escravo em Tunis, tornando-se servo de um frade que por amor ao
dinheiro se fez muçulmano. Vicente o convenceu a voltar atrás e juntos fugiram
em uma embarcação leve para a França. Em Avignon, o frade fez sua abjuração nas
mãos do delegado pontifício, Pedro Montório, e os três partiram para Roma.
Na realidade,
o bravo clérigo, segundo alguns, havia administrado de modo falimentar um
pensionato que lhe foi confiado em Toulouse e havia fugido carregado de
dívidas, dilapidando a herança de uma rica senhora e vendendo um cavalo que
tomou como empréstimo. A comovente história africana, sempre de acordo com esta
versão, servia para fazer-lhe perdoar os débitos e permitir-lhe, após ter
ficado dois anos escondido, tentar um novo trabalho.
Como a carta
em que Vicente narra essa aventura é autógrafa, outros historiadores
autorizados consideram-na verdadeira. Certamente, até este momento, Vicente não
era uma relíquia de santo e o demonstra o fato de que, após um ano de
permanência em Roma, voltou a Paris em busca de fortuna.
Com efeito,
conseguiu alistar-se entre os capelães da corte, porém com um estipêndio de
fome, que apenas lhe permitia sobreviver sem poder ajudar sua pobre mãe, que se
tornara viúva. Finalmente, em 1612, foi nomeado pároco nas proximidades de
Paris.
Contava já
com 31 anos de idade e, impressionado com a vida de oração de alguns de seus
paroquianos, deixou de lado as preocupações materiais e de carreira, e começou
a ensinar o catecismo, a visitar os doentes e a ajudar os pobres. O contato com
a vida real reabriu-lhe o coração à oração e à meditação da palavra de Deus. Se
os paroquianos foram seus primeiros mestres com sua vida, o instrumento de que
a providência se serviu para operar nele uma profunda transformação foi Pedro
de Bérulle que, o acolhendo em seu Oratório, o formou em uma profunda espiritualidade.
Estava dando
os primeiros passos nesta nova vida, quando de Bérulle o aconselhou a aceitar o
encargo de preceptor junto à família de Filipe Emanuel dei Gondi, general das
galeras régias. Vicente aceitou e foram quatro anos difíceis, tendo de lutar
duramente para perseverar em uma escolha de vida verdadeiramente evangélica.
Abriam-se diante dele dois caminhos : o da carreira, com a possibilidade de
ganhar dinheiro e fazer seu pé-de-meia, e a do serviço aos pobres, com uma vida
cada vez mais semelhante à do Mestre.
Vivendo no
castelo de seus senhores, foi-lhe possível verificar com os próprios olhos que
havia na França dois estilos de vida : o dos ricos, que gozavam neste mundo dos
bens da terra e esperavam gozar no outro os bens celestes; e o dos pobres que,
depois de uma vida infeliz neste vale de lágrimas, imaginavam encontrar
interceptada também a porta do céu, devido à sua ignorância e aos vícios em que
muitas vezes a miséria os afundava. A senhora Gondi também compartilhava as
preocupações do seu capelão e ofereceu uma soma de dinheiro àqueles religiosos
que, a cada cinco anos, quisessem pregar uma missão às massas camponesas de
suas terras. Ninguém se apresentou e Vicente, assustado com uma tarefa tão
desmedida, abandonou o castelo sem tampouco avisar os patrões.
Os
oratorianos de Bérulle, que alimentavam uma grande confiança nesse padre
inquieto, ofereceram-lhe a possibilidade de exercer o seu ministério em uma
nova paróquia do campo em Châtillon-les-Dombes. Aí começou a revelar-se o
carisma vicentino. Ele próprio gostava de contar este humilde começo.
Certo
domingo, enquanto me vestia para celebrar a missa, vieram me dizer que em uma
casa isolada das outras, a um quarto de légua de lá, estavam todos doentes, e
em estado de necessidade indescritível. Fui com isso dolorosamente atingido e
na pregação não deixei de recomendá-los com afeto… Depois das vésperas, tomei
comigo um bom homem, burguês da cidade, e nos pusemos juntos a caminho para ir
lá. Pela estrada, encontramos mulheres que nos ultrapassavam, outras que
voltavam atrás… Havia tantas que me faziam pensar em uma procissão…. (SÃO
VICENTE DE PAULO apud BARGELLINI, 1988, p. 541) Vicente fez então esta
consideração : ‘Hoje estes pobrezinhos terão mais que o necessário; dentro de
alguns dias, estarão novamente em necessidade!’. O que fazer? ‘Eu propus’ –
continua o santo – ‘a todas aquelas boas pessoas, que a caridade havia
inspirado, que cada qual se encarregasse de um dia, para trabalhar pela vida
também de quem isso viesse acontecer depois’ (SÃO VICENTE DE PAULO apud
BARGELLINI, 1988, p. 541).
A caridade
organizada! Caridade, porque tudo deve partir daquele amor que faz ver em todo
pobre a presença viva de Jesus; organizada, porque os cristãos são tais somente
quando se moverem conscientes de formar um só corpo, como na primeira
comunidade de Jerusalém. E se deu conta de que, para alcançar o escopo, não era
preciso nem mesmo serem ricos, bastava serem frequentemente solidários.
Seu apelo foi
imediatamente acolhido e surgiu o primeiro grupo de pessoas dispostas a servir
os necessitados. Ele os chamou Caridade e deu às associadas o nome de ‘servas
dos pobres’. Em três meses, a instituição possuía um regulamento próprio,
aprovado pelo bispo, mas, acima de tudo, produzia seus frutos.
A senhora Gondi
não se conformava com o fato de haver perdido seu capelão e conseguiu fazê-lo
retornar às suas terras. Vicente aceitou, com uma condição : de poder morar não
no castelo, mas no campo, e dedicar-se ao cuidado espiritual e material dos
camponeses. As condições foram imediatamente aceitas e ele começou a fundar as
Caridades em todas as aldeias, agregando a elas não somente mulheres, mas
também homens. Era seu desejo que umas e outros trabalhassem juntos, mas devido
à mentalidade do tempo não foi possível e somente as Caridades das mulheres
permaneceram em ação.
Mais tarde,
em 1833, sua ideia seria retomada por Emmanuel Bailly, em Paris, que,
juntamente com Frederico Ozanam, faria florescer as Conferências de São Vicente
de Paulo.
A miséria,
porém, não habitava somente nos campos; tinha a sua sede também na capital e em
todas as grandes cidades, onde muitas vezes mostrava uma feição ainda mais
dolorosa. Em Paris, em 1629, as servas dos pobres receberam o nome de damas da
caridade, permitindo assim que também as mulheres nobres tomassem parte sem
provocar reações desproporcionadas em seu ambiente e permitindo à nobreza
parisiense colocar à disposição do santo seus recursos materiais que, de outro
modo, teriam sido consumidos nas vaidades. Entre as damas, havia personalidades
de destaque, como Luísa Maria de Gonzaga, futura rainha da Polônia, e a duquesa
de Aiguillon, sobrinha do cardeal Richelieu.
O apostolado
de Vicente nas aldeias rurais obteve tal sucesso que outros sacerdotes se uniram
a ele, compartilhando seu ideal de serviço aos pobres e, no final, se encontrou
com um excelente grupo de missionários rurais. Não somente os senhores Gondi,
que proviam a suas necessidades materiais, mas também o arcebispo de Paris deu
o seu apoio. Em Paris, eles receberam uma casa, primeiramente no antigo colégio
dos Bons-Enfants, na rua Saint Victor, e depois no priorado de São Lázaro. Daí
o nome de lazaristas dado a esses missionários.
O grupo dos
sacerdotes reunia-se em congregação religiosa sem votos, empenhava-se em não
buscar dignidades eclesiásticas e a pregar somente nos campos e nas galeras. No
verão, quando os camponeses estão ocupados nos trabalhos dos campos, os
missionários dirigiam-se às paróquias da cidade para ensinar o catecismo. Em seguida,
Vicente aceitou que seus lazaristas se dedicassem à formação dos sacerdotes,
dirigindo seminários e aceitando também missões no exterior, como em
Madagascar.
Com as
missões dos lazaristas, refloresceu nos campos a vida cristã e muitas jovens,
trabalhando nas Caridades, sentiam o chamado a consagrar-se inteiramente ao
serviço de Cristo nos pobres. Vicente, sempre atento aos planos de Deus,
confiou-as a uma mulher excepcional, Luísa de Marillac, que compartilhava
plenamente seu ideal, para que as formasse. O povo chamou estas jovens ‘filhas
da caridade’, e Vicente e Marillac não quiseram que se tornassem religiosas com
o perigo de perderem o frescor de seu carisma porque, como havia acontecido com
as visitandinas de são Francisco de Sales, teriam sido forçadas a fechar-se em
um convento.
O santo
dizia-lhes : ‘Vós tendes por mosteiro somente as casas dos doentes e a da
superiora; por cela, um aposento de aluguel, por capela, a igreja paroquial,
por claustro as ruas da cidade, por clausura a obediência… por grade o temor de
Deus, por véu a santa modéstia!’ (SÃO VICENTE DE PAULO apud BIBLIOTHECA
SANCTORUM, 1990, v. 12, p. 1160). Eram permitidos os votos, mas somente
privados e anuais, para que todas desenvolvessem sua missão na mais plena
liberdade e por puro amor.
O arcebispo
de Paris acompanhava com simpatia a obra apostólica de Vicente e dos seus
padres, e desejaria que todas as dioceses da França tivessem padres tão bem
formados por doutrina e virtude. Começou por mandar os seus passarem quinze
dias entre os lazaristas antes de serem ordenados. Em seguida, muitos
retornavam para renovar-se no espírito e surgiram as Conferências da
terça-feira. Todas as semanas, naquele dia, muitos sacerdotes se encontravam
juntos em uma casa dos missionários e em comunhão fraterna renovavam sua vida à
luz do evangelho.
A experiência
começou a expandir-se como mancha de óleo e homens eminentes se consideraram
honrados por poder tomar parte nela. Entre os primeiros, encontramos Olier,
fundador dos sulpicianos, e Brandon e, em seguida, Bossuet e Rancé.
Richelieu, ao
tomar conhecimento do espírito que animava esses padres, quis ter os nomes
daqueles que ele pudesse promover a bispos. Também o rei pediu a mesma lista a
Vicente e quando este foi chamado junto ao rei moribundo ouviu dizer-lhe que,
se fosse curado, teria feito de modo que todos os bispos franceses passassem
três anos de formação na casa dos lazaristas.
Dos padres
aos seminaristas, a passagem foi rápida e muitas dioceses queriam que
seus futuros párocos fossem formados pelos lazaristas. Quando da morte do
santo, já dirigiam doze seminários.
Se Vicente
possuía um carisma para formar os padres e os futuros bispos, por que não
chamá-lo a fazer parte do Conselho de Consciência, onde se decidia exatamente a
nomeação dos bispos? A rainha Ana da Áustria impôs a sua escolha e a do
príncipe de Condée de outros dois bispos, mas quem presidia o Conselho era o
cardeal Mazarino, político requintado e sem escrúpulos.
Suas
indicações e as de Vicente eram bem diferentes : o santo preocupava-se em
fornecer nomes de ótimos pastores, ao passo que Mazarino queria homens ligados
à sua linha política.
Vicente de
Paulo não resistiu por muito tempo e sugeriu à rainha que afastasse o cardeal
da corte, para o bem da França. Não o dissesse nunca! Quando Mazarino soube
disso, agiu com toda a fúria, e a rainha, que comandava apenas por modo de
falar, teve de dobrar-se a contragosto à vontade do cardeal e afastar Vicente
para sempre do Conselho.
Se algo
existia que estava em contradição com a espiritualidade vicentina era o
jansenismo. O pensamento reformista de Cornélio Jansênio foi propagado na
França por João du Vergier de Hauranne, conhecido como Saint-Ciran, que tinha
sido colega e amigo de Vicente em Bérulle. Quando, porém, ele se opôs ao magistério
da Igreja, Vicente dissociou-se formalmente e usou de seu prestígio junto aos
bispos para impedir que eles o apoiassem.
Dizer o bem
que este homem fez à França e à Igreja em geral é impossível. Não houve
categoria de miseráveis que ele não socorresse. Falando dos galeotas, dos quais
tornou-se capelão, dizia : ‘Quando elogiei sua resignação, quando compartilhei
seus sofrimentos… quando beijei seus grilhões… então me ouviram’. A seu
serviço, ele colocou seus missionários, as Damas e as Filhas da Caridade.
Ele se
empenhou em resgatar os escravos cristãos das mãos dos turcos, levando para a
França cerca de mil e duzentos.
Outra obra,
fruto do seu amor, foi a de garantir uma casa para as crianças abandonadas.
Segundo uma indicação dada pelo santo em 1657, suas obras davam assistência a
cerca de trezentas e noventa e cinco crianças na cidade de Paris.
Durante a
tremenda guerra dos Trinta Anos, que destruiu regiões inteiras, semeando por
toda parte a fome, foram os seus filhos que levaram socorro onde quer que fosse
preciso com os meios então disponíveis, organizando a Obra das Sopas. Em uma
única paróquia distribuíam cerca de 5 mil refeições.
Diz-se que
Vicente recebia uma quantidade extraordinária de meios para suas obras e
administrava um balanço que superava o de sua terra natal, com a não pequena
diferença que suas moedas eram todas aplicadas a serviço dos pobres e as do
Estado serviam muitas vezes para satisfazer as ambições de quem nunca tinha
experimentado a fome.
De onde, no
entanto, hauria este homem tanta vitalidade para entusiasmar a si mesmo e a
seus filhos e filhas? O segredo do seu carisma era a caridade concreta. Ele
havia harmonizado em seu espírito a espiritualidade de Bérulle, a de são
Francisco de Sales e a de santo Inácio de Loyola. Do primeiro havia assimilado
acima de tudo o espírito de oração que o mantinha unido a Deus também em meio
às ocupações materiais mais envolventes; do segundo, havia apreendido o
humanismo cristão que lhe permitia levar a santidade para dentro do mundo civil
sem necessidade dos muros protetores do convento; por meio do terceiro, havia
concentrado a fidelidade à Igreja que o impulsionava a servi-la especialmente
naqueles setores onde a presença dos cristãos era mais carente.
A nota
característica da espiritualidade vicentina nós a encontramos expressa de
maneira quase comovente nestas palavras do santo, extraídas das suas Cartas e
Conferências :
O serviço dos
pobres deve ser preferido a tudo. Não deve haver atrasos. Se na hora da oração
tiverdes de levar um remédio ou um socorro a um pobre, ide tranquilamente.
Oferecei a Deus a vossa ação, unindo a ela a intenção da oração.
Não vos
deveis preocupar e acreditar que haveis falhado, se pelo serviço dos pobres
haveis deixado a oração. Não é deixar Deus, quando se deixa Deus por Deus, ou
seja, deixar uma obra de Deus para fazer uma outra. Se deixardes a oração para
dar assistência a um pobre, sabei que fazer isto é servir a Deus. A caridade é
superior a todas as regras, e tudo deve referir-se a ela. É uma grande senhora :
é preciso fazer o que ela manda. Todos aqueles que amarem os pobres em vida,
não terão temor algum da morte. Sirvamos, portanto, os pobres com renovado amor
e procuremos os mais abandonados. Eles são os nossos senhores e patrões. (SÃO
VICENTE DE PAULO, 1985, carta 2.546)
Vicente
concluiu a sua viagem terrena na manhã do dia 27 de setembro de 1660, atraindo
a seu funeral uma multidão imensa composta de personalidades influentes e
pessoas humildes. O calor da sua caridade havia unido muitos membros das duas
classes sociais tão distantes entre si, despertando em todos a consciência da
dignidade comum de filhos de Deus. Diz-se, às vezes, que Vicente criou apenas ‘enfermarias
para os pobres’, sem efetuar uma ‘mudança nas estruturas’. À parte o fato de
que a história tem seus tempos sempre longos, sem estas ‘enfermarias’, milhões
de pobres teriam desaparecido desta terra sem nunca sentir junto deles o calor
de um coração humano e talvez as estruturas teriam se tornado ainda mais
desumanas.
Vicente de
Paulo foi declarado bem-aventurado em 1729 e santo em 1737.’
Fonte : *Artigo na íntegra
https://revistaavemaria.com.br/sao-vicente-de-paulo.html