terça-feira, 12 de maio de 2026

Melodia e espiritualidade

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

 
*Artigo de Ricardo Abrahão 


‘Uma das principais reclamações que se escuta por todos os lados é a sensação de estar perdido, sem condução, sem direção. Não se sabe bem de onde se vem nem para onde se vai. Muitos chegam a dizer que perderam o sentido da vida.

A busca por sentido, por certa estabilidade emocional e por um propósito claro faz parte das questões existenciais. Há uma angústia natural que constitui a existencialidade do sujeito.

Os gregos desenvolveram um sistema sonoro, entre outros processos artísticos, que ajudava, de forma catártica, no alívio das angústias humanas e no desenvolvimento do pensamento filosófico. O teatro, por exemplo, foi uma das mais profundas terapias corporais e mentais entre os gregos. Nossa escala musical nasce nesse contexto e o cristianismo desenvolveu, de forma única e esplêndida, a junção da melodia com sua doutrina de vida.

A música cristã tem relação direta com os instintos vitais em todos os sentidos. Jesus é o pastor, o Pastor Belo. Ele é aquele que conduz o rebanho e a melodia que direciona o sentido da vida, trazendo àquele que escuta sua voz a vitória da vida sobre a morte. É uma melodia que transcende a existência e desenvolve o eu mais profundo que habita cada um: o eu do ser. ‘Ser’ significa aqui existir plenamente, sentir a vida de dentro para fora.

A melodia na liturgia é fundamental na condução das ovelhas sob a voz do pastor, que as chama não mais de servos, mas de irmãos. Quando a melodia é bem estruturada, composta com a necessária espiritualidade e bem cantada, conduz o coração ao sentimento de que a vida vale a pena ser vivida’

 

Fonte  *Artigo na íntegra

https://revistaavemaria.com.br/melodia-e-espiritualidade.html