domingo, 19 de janeiro de 2014

São Fabiano, Papa e Mártir

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)


Foi eleito bispo da Igreja de Roma em 236. Recebeu a coroa do martírio em 250, no início da perseguição de Décio, segundo afirma São Cipriano. Foi sepultado no cemitério de Calisto.


A Liturgia das Horas e a reflexão no dia de São Fabiano (20 de janeiro) : 

Ofício das Leituras

Segunda leitura
Das Cartas de São Cipriano, bispo e mártir e
da Igreja de Roma sobre o martírio de São Fabiano, papa
(Ep. 9, 1.8, 2-3: CSEL 3, 488-489, 487-488)     (Sec. III)


Fabiano é para nós um exemplo de fé e fortaleza
Ao tomar conhecimento da morte do Papa Fabiano, São Cipriano enviou aos presbíteros e diáconos de Roma a seguinte carta :

'Quando era ainda incerta entre nós a notícia da morte desse homem justo, meu companheiro no episcopado, recebi de vós, caríssimos irmãos, a carta que me enviastes pelo subdiácono Cremêncio; por ela fiquei completamente a par da sua gloriosa morte. Muito me alegrei, porque a integridade do seu governo foi coroada com um fim tão nobre.

Por isso, quero congratular-me convosco, por terdes honrado a sua memória com um testemunho tão esplendido e tão ilustre. Destes-nos a conhecer a lembrança gloriosa que conservais de vosso pastor, que é para nós um exemplo de fé e fortaleza.

Realmente, assim como é um precedente pernicioso para os seguidores a queda daquele que os preside, pelo contrário, é útil e salutar o testemunho de um bispo que dá aos irmãos o exemplo de firmeza na fé .'

Mas, parece que, antes de receber esta carta, a Igreja de Roma dera à Igreja de Cartago testemunho da sua fidelidade na perseguição :

'A Igreja permanece firme na fé, embora alguns tenham caído, seja porque impressionados com a repercussão suscitada por serem pessoas ilustres, seja porque vencidos pelo medo dos homens. Todavia, nós não os abandonamos, embora tenham se separado de nós. Antes, os encorajamos e aconselhamos a fazerem penitencia, para que obtenham o perdão daquele que pode concede-lo. Pois se perceberem que foram abandonados por nós, talvez se tornem piores.

         Vede, portanto, irmãos, como deveis proceder também vós ; se corrigirdes com vossas exortações aqueles que caíram, e eles forem novamente presos, proclamarão a fé para reparar o erro anterior. Igualmente vos lembramos outros deveres que haveis de levar em conta : se aqueles que caíram nesta tentação começarem a tomar consciência de sua fraqueza., se se arrependerem do que fizeram e desejam voltar indigentes que não podem valer-se a si mesmos, os encarcerados ou os que foram agastados para longe de suas casas, devem ter quem os ajude. Do mesmo modo, os catecúmenos que estão presos não devem se sentir desiludidos na sua esperança de ajuda.

         Saudam-vos os irmãos que estão presos, os presbíteros e toda a Igreja de Roma que, com a maior solicitude, vela sobre todos os que invocam o nome do Senhor. E também pedimos que vos lembreis de nós.


Fonte :
‘In Liturgia das Horas III’, pg. 1192 a 1193


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