quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Condições dramáticas dos cristãos de Aleppo

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)


‘‘Os poucos recursos disponíveis nos permitem atender às necessidades de nossos fieis.’ Foi o que disse o Arcebispo sírio-católico de Aleppo, na Síria, Dom Denys Antoine Chahda, à fundação de direito pontifício ‘Ajuda à Igreja que Sofre’ (AIS).

Em sua visita à seção italiana de AIS, o prelado descreveu as condições dramáticas em que vive sua comunidade. ‘Antes do início da guerra a minha diocese contava mil e quinhentas famílias. Agora, permanecem apenas oitocentas. Desse número setecentas e cinquenta recebem ajuda da Igreja : roupas, alimentos, remédios e também uma contribuição econômica para comprar combustível.’

Segundo Dom Denys, o inverno em Aleppo é muito rígido e visto que há vários meses a cidade está sem energia elétrica, o combustível é a única maneira que as famílias têm para se aquecer.

Além da falta de eletricidade e água, muitas famílias perderam suas casas. Várias moradias foram destruídas pelos combates e a Igreja procura alojar os fieis disponibilizando igrejas e conventos.

As famílias cristãs que permaneceram são as mais pobres, pois quem tinha condições deixou o país’, disse o arcebispo sírio-católico de Aleppo. ‘São muitos os fieis da diocese que se refugiaram no exterior. Muitos deles desejam retornar quando o conflito terminar. Todavia’, ressaltou o prelado, ‘quem encontrou trabalho ou começou a mandar seus filhos para a escola em outro país, dificilmente retornará’.

Os bombardeios não pouparam a catedral e nem o arcebispado sírio-católico, mas felizmente as igrejas da diocese podem ser ainda usadas. ‘Todos os dias celebramos a missa. Graças a Deus, Aleppo é defendida pelo Exército sírio e o Isis não conseguiu entrar na cidade. Caso contrário, não teriam ficado cristãos e muçulmanos’, disse ele.

Com o aproximar-se do Natal, o pensamento de Dom Denys se estende a muitas famílias cristãs que ele ajuda. ‘Espero que a comunidade internacional ajude a Igreja a permanecer na Síria e a cuidar dos fieis que estão morrendo de fome e sede por causa da guerra e doenças. Que este conflito possa terminar o mais rápido possível para que possamos retomar a nossa vida’, concluiu.’  


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