Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)
*Artigo de Nathalia Queiroz
‘‘Apesar de
eu ser um oficial da marinha sempre faço questão que me vejam em primeiro lugar
como um sacerdote, porque eu preciso ser a presença de Cristo para os oficiais’,
diz o capelão da Marinha do Brasil (MB), padre Thiago Lemos dos Santos, que
ocupa o posto de Primeiro-Tenente, à ACI Digital.
A missão dele
é dar assistência religiosa aos militares através dos atendimentos diários,
missas, confissões e presença em operações humanitárias.
‘O meu
comportamento, a minha vocação sacerdotal precisa mostrar para eles : esse é um
militar, mas tem algo especial. Ele é um sacerdote de Deus’, disse. ‘O capelão
na marinha dá assistência religiosa exclusivamente. Diferente dos outros
militares que tem muitas outras atividades, nós, capelães, somos responsáveis
só pela assistência religiosa’.
Para o padre
Thiago, a assistência religiosa nas Forças Armadas é muito importante, pois ‘são
homens e mulheres que muitas vezes abrem mão do convívio com suas famílias e
estão privadas da assistência religiosa’. Por ficarem muito tempo embarcados ou
em regiões isoladas, ‘muitos podem se sentir sozinhos, longe de suas famílias,
mas Deus está protegendo e guardando cada um deles’.
Segundo ele,
a missão do capelão é lembrar isso diariamente. ‘Os capelães estamos aqui em
nome do nosso arcebispo militar dom Marconi dizendo para essas pessoas que a
Igreja lembra’ deles.
‘O capelão
militar é um ministro religioso encarregado de prestar
assistência religiosa a alguma corporação militar (Marinha, Exército, Aeronáutica, Polícias
Militares e aos Corpos de Bombeiros Militares)’, diz o site do Ordinariato
Militar do Brasil, cujo atual arcebispo é dom Marcony Vinícius Ferreira.
‘Nas
instituições militares existem as capelanias evangélicas e católicas, as quais
desenvolvem suas atividades buscando assistir aos integrantes das Forças nas
diversas situações da vida’, continua o site. ‘O atendimento é estendido também
aos familiares. A atividade de capelania é importante no meio militar, pois
contribui na formação moral, ética e social dos integrantes das Unidades
Militares em todo o Brasil’.
O padre
Thiago já esteve em diferentes operações, especialmente em situações de
calamidade. ‘Eu participei da missão Abrigo pelo Mar que foi
socorrer em São Sebastião (SP) os atingidos pelas chuvas fortes, participei no
Rio Grande do Sul, quando houve as enchentes’, conta.
Segundo o
capelão, nessas missões, ‘atuamos em primeiro lugar cuidando da nossa
tripulação, preparando-os para a missão, tentando dar-lhes um sentido para estarem
deixando suas famílias e se colocarem em perigo e mostrar-lhes o lado
espiritual disso’.
Ele também
contou que aproveitam os exercícios navais para levar ajuda a quem mais
precisa. ‘Fomos para a África e levamos toneladas de alimentos para a diocese de
São Tomé e Príncipe. Fizemos uma campanha de doação de leite, doamos quase uma
tonelada para a creche que o bispo mantinha’.’
Fonte : *Artigo na íntegra
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