sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Vocação: escuta e discernimento

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

Refletir é importante para percebermos que somos vocacionados para além dos serviços eclesiais.

*Artigo de Felipe Magalhães Francisco,
Mestre em Teologia, pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia.
Coordena a Comissão Arquidiocesana de Publicações,
da Arquidiocese de Belo Horizonte.


‘O mês de agosto é dedicado às vocações, na Igreja Católica. Ao longo das quatro semanas desse mês, as comunidades de fé refletirão sobre os serviços na vida da Igreja. As diversas vocações na Igreja revelam seu pluralismo e a riqueza dos dons, no exercício pastoral. É preciso, contudo, estar sempre atento a essa pluralidade, percebendo que as vocações não se restringem ao clero ou aos religiosos, mas todos somos chamados a realizar nossa vocação batismal no seio da comunidade, para a transformação do mundo.

Refletir sobre as vocações é importante, ainda, para percebermos que todos somos vocacionados para além dos serviços eclesiais: somos vocacionados à vida de comunhão, isto é, à salvação. Pois, só assim, realizamos a vocação de toda criatura, louvar o seu Criador, tal como nos inspira o Salmo 150: ‘[...] todo ser vivo louve o Senhor’ (v. 5). Nesse sentido é que preparamos esta matéria especial sobre as vocações.

Propondo-nos uma leitura bíblica da vocação, a qual nos ajuda a perceber a vocação humana para a filiação divina, o primeiro artigo, Vocação : o específico da existência diante de Deus, do Prof. Dr. Geraldo De Mori, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, oferece uma leitura das vocações para além dos serviços e carismas na Igreja, sem desconsiderá-los. Compreender o fundamental da vocação cristã é caminho para o discernimento dos serviços e ministérios que assumimos na vida da Igreja.

O segundo artigo que propomos é o Vocacionados à realização de nossa humanidade, no qual refletimos sobre o chamado humano para que viva plenamente sua humanidade, como condição de possibilidade para participação na vida divina. Esse processo é trinitário : Jesus se configura verdadeiro paradigma para a realização de nossa humanidade e o seu Espírito é o que nos torna capazes de vivê-la, integrando-nos à vida do Filho, para que alcancemos o coração do Pai.

Uma vez que entramos no processo de discernimento e de escuta, comprometendo-nos a assumir o chamado de uma vida filial de comunhão, é preciso refletir sobre a responsabilidade que advém dela. Nesse sentido, o terceiro artigo de nossa matéria, Designou-me para o seu serviço, do Pe. Rodrigo Ferreira da Costa, propõe-nos uma leitura da vocação a partir da ideia de serviço, dado a nós pelo próprio Senhor, e que nasce de nossa experiência batismal.’


Fonte :
* Artigo na íntegra


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