segunda-feira, 6 de março de 2017

O silêncio do coração

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

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*Artigo de Dom Lanspergio, cartuxo (1488 – † 1539)


Eis a regra que se deveria observar : todos os vossos esforços devem levar o vosso coração a estar sempre, continuamente em silêncio e em uma solidão perpétua, de modo que a vossa mente permaneça livre de tudo aquilo que Deus não acolheria e que impediria de levar o vosso coração para o alto, em direção a Ele. Também o vosso espírito deve ser puro, simples e despojado de todo pensamento, de toda coisa sensível, de formas, de imagens, de modo a acalmar e livremente servir somente a Deus, aderir somente a Ele.

O vosso coração deve ser livre de todo desejo sensível ao amor a qualquer criatura, de modo que o amor por cada criatura seja somente em Deus e por Deus.

Assim, se deveria ter como objetivo manter o próprio coração diretamente voltado para Deus, ao qual somente se une. Portanto, é necessário não pensar em nada, não falar de nada, não apegar-se a nada, não desejar nada e não preocupar-se com nada, exceto Deus e aquilo que vos atrai a Ele, e tudo isso por Deus.

Para isso não é necessário abandonar as ocupações externas, que se precisa desempenhar por obediência, por caridade ou por necessidade, porque estas se fazem por Deus.

Mas o espírito deve ser tão absorvido por estas operações a fim de não nos distrair do diálogo com Deus na solidão e no silêncio interior.


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