quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O comércio de armas e a produção da morte

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)



O comércio mundial de armas teve a sua quarta retração consecutiva, segundo dados do relatório do Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz (Suécia), divulgados esta semana. No entanto, apesar da redução de 1,5 por cento desde 2013, o estudo revela que o setor possui um peso considerável na economia global.

L’Osservatore Romano’ destaca que o lobby do armamento excede as fronteiras dos países e provoca mortes em todo o mundo. De acordo com o jornal vaticano, o relatório traz uma série de dados relativos às despesas militares com o comércio de armas, seja legal ou ilegal.

O estudo aponta ainda que houve uma tendência de redução na venda de armas na América do Norte e em alguns países da União Europeia. Em contrapartida, a Alemanha e a Suécia registraram aumento de 9 por cento e de 11 por cento, respectivamente.

Já entre os produtores emergentes, a Rússia continua a dominar a lista dos 100 maiores fabricantes mundiais. Outros países que se destacaram no crescimento do comércio de armas foi a Turquia, a Índia e a Coreia do Sul – mais de 10 por cento, segundo o relatório.

Chama a atenção, no estudo sueco, a categoria dos ‘novos produtores’, que pretende analisar melhor a evolução das empresas em que os países anunciaram metas para indústria militar, como no Brasil, na Índia, na Coreia do Sul e na Turquia.

Entre 2013 e 2014, o tráfico de armas nesses países teve um aumento substancial graças as suas produções. No total, segundo os dados, a entrada de produtores nesses países cresceu 5,1 por cento. No topo, está a empresa russa Uralvagonzavod, cujos lucros cresceram até 72,5 por cento.

Ainda sobre o tema, o Papa Francisco tem condenado constantemente o tráfico de armas. Juntamente com a desnutrição, o trabalho escravo e a falta de água potável no mundo, a produção e o tráfico de armas também são apontados por Francisco como um dos maiores problemas da sociedade mundial. 


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