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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Laos : Bombas tornadas utensílios

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

 
*Artigo de Fernando Félix, Jornalista


‘Uma das guerras que os Estados Unidos da América (EUA) querem esquecer é a que travaram contra o Vietnam. Este conflito armado teve início em 1959 e terminou em 1975. Os EUA entraram na contenda em 1964.

Esta guerra deve ser enquadrada no contexto histórico da Guerra Fria. O Vietnam foi colônia francesa. Quando terminou a Guerra da Indochina (de 1946 a 1954), que foi um prolongamento da II Guerra Mundial no Sudeste Asiático, e a França acabou derrotada, o território foi dividido em dois países. O Vietnam do Norte ficou alinhado com as ideologias comunistas da ex-União Soviética e da China, e o Vietnam do Sul passou a ser aliado dos Estados Unidos, com um sistema capitalista.

Em 1959, vietcongues (guerrilheiros comunistas) atacaram uma base norte-americana no Vietnam do Sul. Este fato deu início à II Guerra da Indochina, também conhecida como Guerra do Vietnam no Ocidente. Durante cinco anos, nem a ex-União Soviética nem os Estados Unidos intervieram diretamente, mas fizeram-no indiretamente, a ex-União Soviética apoiando o Vietnam do Norte e os Estados Unidos dando apoio ao Vietnam do Sul.

Em 1964, os Estados Unidos resolveram entrar ativamente no conflito. Enviaram soldados e armamento. Os vietcongues, porém, utilizavam tácticas de guerrilha, aproveitando-se das suas florestas tropicais fechadas, e derrotavam o exército americano. Os Estados Unidos optaram, então, pelo uso de helicópteros e aviões, preferindo os bombardeamentos.

Como acontece em todas as guerras, o saldo dos conflitos são mortos, feridos, deslocados e refugiados.

A Guerra do Vietnam terminou em 1975, com a retirada das tropas norte-americanas. Um ano depois, o país foi reunificado, sob um regime comunista, aliado da ex-União Soviética.

O conflito deixou mais de um milhão de mortos (civis e militares) e mais de dois milhões de mutilados e feridos.
  
E deixou uma herança de bombas, seja de restos fragmentados, seja de artefatos que não explodiram. E esta herança não se limitou ao território vietnamita. Porque os Norte-Vietnamitas cruzaram a fronteira com o Laos para se esconderem nas matas do país vizinho a oeste, e para aniquilar a rota de fornecimento militar dos vietcongues, os americanos também bombardearam este país. E fica para a História um recorde trágico : o Laos é o país mais bombardeado no mundo, atendendo ao número dos seus habitantes. De 1964 a 1973, os aviões norte-americanos despejaram nele 270 milhões de bombas, à média de uma bomba a cada oito minutos, mais de 100 bombas por habitante.

Estima-se que daqueles 270 milhões de bombas lançadas, 75 milhões não detonaram. Praticamente metade do território do Laos ficou semeado com munições não deflagradas, que fazem parte da paisagem. E estes engenhos explosivos ainda fazem vítimas atualmente. Durante a guerra, as bombas mataram 30 mil civis laosianos. Depois do conflito, ceifaram a vida ou feriram mais de 20 mil. Mais de quarenta anos após o término da guerra, ainda há 46 milhões de bombas por desativar e 300 vítimas por ano. Os explosivos continuam a ser uma ameaça, em particular para os camponeses que aram os campos e para as crianças que brincam ao ar livre.


De objetos de morte a ferramentas e arte

O Laos é um país muito pobre, ocupa o posto 139 no Índice de Desenvolvimento Humano. A população – sobretudo a rural, mas também a urbana – vê nos fragmentos das bombas e nos engenhos não detonados uma oportunidade de ganhar dinheiro. Uns recolhem, separam e vendem o metal como sucata. Outros transformam as carcaças das bombas em cercas da casa e dos terrenos, em floreiras para plantação de flores e hortas, em pilares das casas, em mobília de interior – como bancos, mesas, móveis –, em apetrechos para os trabalhos diários : baldes, taças e badalos para vacas, e até em peças de decoração. Nas áreas urbanas, são os hotéis e os restaurantes que exibem carcaças de bombas transformadas em peças de arte e de decoração.

A herança da Guerra do Vietnam no Laos está patente em particular na Cooperativa Ortopédica e Protética (COPE). Esta tem centros de medicina de reabilitação (CMR) e um museu – o COPE Visitor Centre –, situado em frente ao Green Park Hotel, na capital, Vientiane. No museu, há exposições que explicam toda a problemática relacionada com as bombas não detonadas e que relatam o trabalho desenvolvido pela COPE e pelos CMR. Junto com exemplares das bombas, há fotografias, há esculturas e filmes e documentários em exibição a que os visitantes podem assistir gratuitamente.

No Laos rural, a aldeia de Ban Napia tornou-se famosa por transformar engenhos explosivos não detonados em colheres e pulseiras.


Uma lição da História

O que acontece no Laos teria de ser uma lição para o mundo. Contudo, as bombas de fragmentação lançadas sobre esta nação continuaram a ser usadas em guerras posteriores, no Líbano, na Croácia, na Bósnia, na República Democrática do Congo, no Uganda, na Etiópia, no Sudão, no Chade, no Paquistão.’



Fonte :


domingo, 5 de julho de 2015

Terrorismo coloca as sociedades de joelhos

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

 

‘Uma abordagem internacional na luta ao terrorismo deve dar sempre ‘prioridade às vítimas’ e não fazer prevalecer interesses financeiros, políticos ou ideológicos, afirmou o Observador Permanente da Santa Sé junto à ONU em Genebra, Arcebispo Silvano Tomasi, ao pronunciar-se na 29ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos sobre o tema dos efeitos do terrorismo na vida dos indivíduos e dos Estados.


Aumento vertiginoso de vítimas do terrorismo

O autoproclamado Estado Islâmico, os milicianos do Boko Hara. Antes ainda a Al Qaeda e uma dezena de siglas nas quais se alistam homens e mulheres, levando nas mãos um fuzil ou uma metralhadora e na cabeça o objetivo de construir algo, espalhando medo e derramando sangue inocente. Dom Tomasi cita os nomes e faz um cálculo : do ano 2000 até hoje, ‘o mundo assistiu a um aumento vertiginoso de 500% no número de vítimas de ataques terroristas’. Somente em 2013 – acrescenta – 82% dos vítimas foram mortas em apenas cinco países : Iraque, Afeganistão, Paquistão, Nigéria e Síria. Um quadro de tamanha brutalidade que não traz boas perspectivas no horizonte. Antes pelo contrário, afirma com realismo Dom Tomasi, se delineia um recrudescimento na situação caso a comunidade internacional não encontrar um modo de fazer frente comum a esta ‘impunidade’ que os terroristas parecem desfrutar.


‘Potências antagonistas’ e o financiamento ao terrorismo

O terrorismo – observa o prelado, abordando especificamente o tema da sessão – traduz-se em milhões de pessoas sendo pisadas em seus direitos humanos e liberdades fundamentais. ‘O terrorismo é a antítese dos valores partilhados e dos compromissos que estão na base da convivência pacífica nacional e internacional’. Salta aos olhos a ‘globalização dos terrorismo’ que se vale – afirma – de ‘poderes políticos antagonistas’ tentados ‘a desempenhar um papel’ através do fornecimento às organizações integralistas de ‘recursos da moderna tecnologia, armas avançadas e financiamentos’, com uma queda dramática no sentido humanitário e social.


Efeito dominó

Como ‘o terrorismo não reconhece a dignidade das suas vítimas’, a sua virulência – afirma o Observador Permanente junto à ONU – gera uma espécie de ‘efeito dominó’, ou seja, uma vez ‘negado a uma pessoa o seu direito à vida, se abusa dos outros direitos fundamentais, incluído o direito à liberdade de credo e de culto, o direito de expressão e a liberdade de consciência, o direito à educação e o direito de ser tratados com a mesma dignidade como qualquer outro cidadão de uma nação, não obstante a diferença de religião, de status social e econômico, de língua ou etnia’.


Repercussão nas gerações futuras

Onde com a sua loucura destrutiva ‘o terrorismo efetivamente fincou pé, foi provocado um dano social e cultural irreparável que terá repercussões sobre as gerações futuras - denunciou Dom Tomasi. Destruindo a infra-estrutura das cidades e das regiões, sobretudo atacando os edifícios governamentais, as escolas, as instituições religiosas, o terrorismo coloca, literalmente, uma sociedade de joelhos. Além disto – prossegue – a demolição de sítios culturais e antigos por parte dos terroristas ameaça aniquilar a história das culturas e populações. Tal destruição cria terreno fértil para um extremismo ainda mais violento, perpetuando assim o círculo viciosos da violência com a multiplicação de ulteriores violências’.


Santa Sé defende esforços políticos concordes

Após ter falado das influências que o terrorismo exerce nas democracias, especialmente naquelas ainda não consolidadas – compreendidos os condicionamentos sobre os Estados que às vezes as utilizam como uma ‘desculpa’ para reduzir as liberdades fundamentais – Dom Tomasi reitera a profunda convicção da Santa Sé, para quem o terrorismo, ‘em particular aquelas formas derivantes do extremismo religioso, devem ser enfrentadas por esforços políticos concordes’, em particular com todas as partes locais e regionais interessadas.

O Observador Permanente da Santa Sé na ONU em Genebra conclui afirmando : ‘Os esforços para atingir uma abordagem comum na luta ao terrorismo devem dar prioridade às vítimas do terrorismo. Motivos financeiros, políticos ou ideológicos não deveriam nunca prevalecer sobre a capacidade de atingir a uma visão unitária de como a chaga do terrorismo deva ser combatida’.’


Fonte :
* Artigo na íntegra de http://www.news.va/pt/news/dom-tomasi-terrorismo-coloca-as-sociedades-de-joel


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Vinte e um milhões de escravos no mundo

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)
  

‘A escravidão não foi derrotada. Ainda hoje – segundo os dados da ONU – em todo o mundo são vinte e um milhões as mulheres, os homens e as crianças reduzidos a esta condição atroz. As piores formas contemporâneas de escravidão são o tráfico de seres humanos, a exploração sexual, o trabalho infantil, o matrimónio combinado e o recrutamento forçado de crianças para serem empregadas nos conflitos armados.

E uma atenção especial deve ser dada ao sector agro-alimentar : segundo um recente relatório da Organização internacional do trabalho seriam 1,3 biliões os trabalhadores explorados.

Para não esquecer a necessidade de combater a batalha contra qualquer forma de exploração e de violência, as Nações Unidas instituíram em 1949 o Dia internacional para a abolição da escravatura, que se celebra a 2 de Dezembro de todos os anos.

Com efeito, esta data, marca a adoção, por parte da Assembléia Geral, da Convenção para a repressão do tráfico de seres humanos e da exploração da prostituição. Em 2007 a ONU celebrou os duzentos anos da abolição do tráfico atlântico de escavos, ou seja, o comércio de africanos deportados e vendidos na América. Em 2008, o Dia internacional da Memória das vítimas da escravatura e do tráfico atlântico dos escravos tornou-se uma comemoração anual.’


Fontes :
* Artigo na íntegra de http://www.news.va/pt/news/vinte-e-um-milhoes-de-escravos-no-mundo
  

quinta-feira, 3 de julho de 2014

À procura de um futuro seguro

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

 
‘‘As pessoas não deveriam ser tratadas como peões no tabuleiro de xadrez da humanidade’ : assim afirmou o Papa Francisco no dia 05 de agosto do ano passado em uma mensagem sobre a questão dos refugiados. 

Infelizmente, isso é o que acontece muitas vezes : uma prova disso é o último relatório sobre as tendências mundiais apresentado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

No documento, publicado no dia 20 de junho, fica claro que existem atualmente mais de 50 milhões de pessoas que foram forçadas a fugir de suas casas, das quais cerca de 9 milhões provenientes só da Síria.

‘Estamos vendo - disse Antonio Guterres, Alto Comissário para os Refugiados - os enormes custos das guerras que nunca terminam. Guerras que não conseguem ser resolvidas ou prevenidas’.

De um total de 51,2 milhões de pessoas afetadas, cerca de 16,7 milhões foram forçadas a abandonar os seus países e são classificadas como refugiados. 33,3 milhões são refugiados internos (IDF, ‘internally displaced persons’, ou seja, ‘pessoas deslocadas internamente’) e 1,2 milhões são aquelas que pedem asilo político.

Está escrito no relatório que ‘se estes 51,2 milhões fossem habitantes de uma única nação, constituiriam o 26° país mais populoso do mundo’. Além disso, observa-se que esta é a primeira vez, desde a Segunda Guerra Mundial, que o número de refugiados ultrapassa os 50 milhões.

O relatório estima que 10,7 milhões de pessoas em 2013 tiveram que deixar suas casas por causa de conflitos ou perseguições. Mais da metade (53%) de todos os refugiados de todo o mundo provém de apenas três países : Afeganistão (2.560.000), Síria (2.470.000) e Somália (1.120.000).

Outros países com sérios problemas em relação aos refugiados são : a República Democrática do Congo, a República Centro Africana, o Mali, e a área de fronteira entre o Sudão e o Sudão do Sul.

O Paquistão é o país que acolhe mais refugiados em todo o mundo (1.600.000 milhões), seguido o Irã (857.400), Líbano (856.500), Jordânia (641.900) e Turquia (609.900).

De acordo com estatísticas de diversos governos, em 2013, 21 países receberam 98.400 refugiados para permitir-lhes um novo assentamento. Os Estados Unidos têm o maior número (66.200).

O relatório observa que, nos últimos 10 anos, mais de 879.800 refugiados chegaram nos países industrializados através de programas de reinstalação.

No entanto, o número de pessoas à procura de uma nova casa superaram, em muito, os lugares disponíveis com quase 1,1 milhões de pedidos de asilo individuais, a serem registrados com os governos ou a ACNUR, em 2013 : o valor mais elevado em mais de uma década.

O número de refugiados internos que conseguiram retornar às suas casas chega agora a 1.4 milhões; 414.600, pelo contrário, é o dado que se refere aos refugiados que retornaram aos seus países de origem.

O tráfico de seres humanos é um outro problema que afeta um grande número de pessoas. No dia 20 de junho também houve a publicação do relatório sobre o tráfico de pessoas do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

O documento explica que este tipo de tratamento abrange uma vasta gama de atividades, incluindo a de forçar as crianças e adultos a cometerem crimes, como o roubo, a produção e o tráfico de drogas ilícitas, a prostituição, o terrorismo e o assassinato.

Alguns exemplos ilustrados no relatório dizem respeito ao México, onde as organizações criminosas têm forçado as crianças e imigrantes a se tornarem matadores de aluguel e a serem usados na produção, no transporte e na venda de drogas.

No ano passado, na França, a polícia prendeu seis adultos ciganos, acusados ​​de forçar os seus próprios filhos a cometer roubos em Paris e nos subúrbios. Enquanto isso, no Afeganistão, grupos insurgentes obrigaram as crianças mais velhas a servirem como homens-bomba.

O documento pediu que os governos identifiquem as vítimas do tráfico que violam a lei, não para tratá-los como criminosos, já que foram obrigados a agir ilegalmente, mas para ajudá-los, fornecendo proteção.

As vítimas do tráfico sexual, que depois testemunham contra os seus exploradores, também enfrentam o problema do trauma que se recria quando têm que recordar os seus abusos durante um processo.

No documento se explica que ‘a necessidade de recursos para as vítimas durante, e também depois da investigação e as causas legais, é fundamental, já que muitos processos sobre o tráfico de pessoas duram vários anos’.

A demanda para o transplante de órgãos é um outro aspecto do tráfico de seres humanos. De acordo com o relatório, mais de 114 mil transplantes de órgãos são realizados a cada ano no mundo.

Estas operações satisfazem menos que 10% dos requisitos globais de órgãos como os rins, fígado, coração, pulmões e pâncreas.

Às vezes, as pessoas pobres são induzidas a vender órgãos, e em muitos casos recebem só uma parte do que lhes foi prometido. Acabam, também, frequentemente, com problemas de saúde como resultado das operações e são incapazes de voltar a trabalhar.

O documento contém várias listas dos países, dependendo de seu nível de conformidade com as leis de prevenção do tráfico de seres humanos e o grau do problema.

A dignidade de cada pessoa humana deve ser apoiada e respeitada, disse o Papa Francisco na sua mensagem. Um apelo que se tornou mais urgente, considerando os tantos milhões de pessoas que são refugiados ou vítimas de exploração.’



Fonte :
* Artigo na íntegra de http://www.zenit.org/pt/articles/a-procura-de-um-futuro-seguro




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Mutilação de mulheres é injustificável

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)


‘Nesta quinta-feira, 6 de Fevereiro, é assinalado pelas Nações Unidas o «Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital».

Em mensagem, o Secretário-Geral da ONU afirmou que a data é uma oportunidade de lutar pelo fim da prática, que afeta mais de 125 milhões de meninas e mulheres no mundo. A maioria na África.

Ban disse que o mundo precisa preservar o que é bom em cada cultura e deixar o que é ruim para trás. Muito defensores da mutilação feminina alegam que a prática é uma questão de costume e tradição.

Mas segundo o chefe da ONU não existe nenhuma razão religiosa, de saúde ou desenvolvimento que possa justificar que uma menina ou mulher seja mutilada. Para Ban, qualquer tradição que rebaixe ou humilhe um ser humano tem que ser erradicada.

A mutilação, também conhecida como circuncisão feminina, causa danos graves além de possibilidades de infecções, complicações na gravidez e no parto que podem levar à morte.

Pelo menos 29 países na África e no Oriente Médio já registraram a prática. Há relatos de que a mutilação também ocorra em comunidades de migrantes fora do continente africano.

Segundo especialistas, se a prática permanecer até 2030, 86 milhões de meninas e mulheres poderão se tornar vítimas.

Mas Ban também ressaltou avanços no combate à mutilação genital. Ele citou a Guiné-Bissau, ao lado de Uganda e do Quênia, como um dos países que adotaram leis contra a prática. O chefe da ONU lembrou ainda prisões efetuadas na Etiópia contra autores da mutilação genital feminina.

Já no Sudão, uma campanha batizada de Saleema, inspirou um pai a não circuncidar a filha. Em árabe, a palavra significa intocável. Para ajudar às mulheres que já passaram pela prática, a ONU está organizando ações com agências parceiras para recuperar os danos físicos causados às vítimas da mutilação genital.

Ban lembrou que a resolução da Assembleia Geral sobre o Dia Internacional de Tolerância Zero à prática foi apoiada por todos os países africanos.

Segundo ele, o desafio da organização agora é angariar o apoio da opinião pública e criar mecanismos de ajuda a todas as mulheres e meninas afetadas pelo risco da mutilação.’



Fonte :
*Artigo na íntegra de 


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Oração ao Senhor, pelas vítimas de Santa Maria - RS

p/Ma. Vanda Andrade Silva
(Ir. Maria Silvia - Obl. OSB)                   


       


          Senhor, Deus de todo  universo e de todos os homens!  

          Vimos diante de ti para orarmos, de alma e espírito vergados pela dor, pelas vítimas da inominável tragédia ocorrida na cidade de Santa Maria, R.Grande do Sul. 

          Nada podemos agora fazer pelos vitimados, a não ser nos elevar a vós, Senhor,  para pedir vossa  misericórdia   ao receber os que morreram, perdoando-lhes os pecados, abraçando-lhes como filhos amados e guardando-os  em vossa proteção.  

         Aos que ainda estão com a vida pendendendo por um fio,  rogamos ao Vós, a restituição da saúde e a chance de viver para adorarvos e agradecervos.

         Ó Piedosa Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), amparai, nesta indizível aflição  e dor, os pais, os irmãos, os parentes  e amigos de todas as vítimas desse pavoroso evento.

          Enchei o coração de todos eles de uma inesperada conformação e renovada esperança no viver e no reconduzir suas vidas sem os seus entes queridos.

         Ouvi, Senhor, os gritos e gemidos dos aflitos desse insólito episódio, com todo o vosso  amor  e vossa grandiosa misericórdia minimizando as suas dores.

          Socorrei-os, todos, com vossa divina providência.  Dai-lhes nova motivação e  profundo poder de superação  para viver um  novo dia a dia.

          Mostrai-lhes os vossos caminhos,  fazei com que atravessem esse tremendo deserto, com um passo de conformação, hauridos na fé já vivida ou numa nova fé, que os façam prosseguir com um novo coração.  Sim, Senhor de Misericórdia. Dai a eles, um novo e venerável coração, enchei as suas almas de uma compreensão além da que jamais tiveram.  Dai também novos olhos,  nos seus corações, para que se encham do vosso espírito e se abasteçam no vosso imenso amor.

          Aos que não crêem  ofereça uma nova ponte. Mostre-lhes um  novo horizonte, um daqueles que ainda guardas para nos dar.  Sim,  nosso Senhor,  mostra-lhes agora, nesse tortuosa hora de aflição, uma nova fonte,  onde possam  se refrescar do ardor  e da dor, do fogo que vitimou seus amados  e devorou  seus corações.

           Amado e inextinguível Deus!  Dirigi a este povo e consolai-os. Lavai os seus rostos do sal das lágrimas,  com vossa preciosa água do poço de água viva. 

            Consolai-os todos,  Amado Deus e os conduza pelos estreitos que ora passam.

            Ave Maria,  cheia de graça, rogai pelo seu filhos vitimados  e enclausurados nesse vale de lágrimas. Santa Maria, mãe de Deus rogai por todos nós pecadores e socorra seus filhos tão necessitados, nesta hora de terrível desespero e dor e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre.  Amém.

                
                                                                                   Maria Vanda Andrade da Silva