Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)
*Artigo d0 Padre Fernando Domingues,
Missionário Comboniano
‘O gosto de
olhar o coração de Jesus com amor e adoração leva-nos logo ao mistério do
Natal. Foi ali que começou a manifestar-se a maneira humana de Deus nos amar.
O Sagrado
Coração de Jesus, onde vamos descobrindo o calor e a ternura do amor de Deus,
começou por ser o coração daquela criança, deitada na manjedoura de Belém.
Como diz o
saudoso Papa Francisco na última carta encíclica que nos deixou : «Este Cristo
com o seu coração trespassado e ardente é o mesmo Cristo que por amor nasceu em Belém» (Dilexit nos, 51).
Em Belém
aprendemos que Deus não se importa de nos amar com o coração de uma criança.
Acreditando, como acreditamos, que, em cada fase da sua vida concreta, desde
quando era bebê em Belém, a quando viveu, adolescente e jovem em Nazaré, como
também depois na sua vida de adulto, Jesus era sempre plenamente como nós, um
ser humano a crescer, e também ele era sempre o «Filho muito amado em quem o
Pai põe todo o Seu enlevo» – foi isso mesmo que disse a voz do Pai que se fez
ouvir do céu no dia do seu batismo no rio Jordão, como também, mais tarde,
sobre o monte da Transfiguração.
Assim, o
amor, o carinho que Jesus vivia e manifestava de tantas maneiras diferentes nos
momentos e acontecimentos que ele ia vivendo era sempre o amor de Deus
traduzido em gestos e atitudes humanas. Como refere o papa, «o modo como nos
ama é algo que Cristo não quis explicar-nos exaustivamente. Mostra-o nos seus
gestos. Observando-O, podemos descobrir como trata cada um de nós, mesmo que
nos custe perceber isso» (Dilexit nos, 33).
Por isso, o
Papa Francisco lembrava-nos que, ao contemplarmos o Sagrado Coração de Jesus,
vamos muito além da imagem que temos na frente : vemos como esse amor infinito
de Deus se exprimiu de mil formas diferentes ao longo de toda a vida de Jesus,
desde a sua infância – faz sorrir de maravilha, que Deus tenha amado com
coração de criança, ou com os entusiasmos de um jovem que crescia com Maria e
José, em Nazaré. Sempre o mesmo amor que ele manifestou e tentou explicar
durante a sua vida pública com os seus gestos e os seus ensinamentos aos
discípulos e às multidões
E era sempre
esse mesmo amor divino que se manifestava em forma humana, quando na cruz,
viveu até ao fim o que ele mesmo tinha ensinado, «não há maior amor do que dar
a vida pelos amigos».
Com o
mistério da ressurreição de Jesus, esse coração que amava com o amor de Deus
desde a gruta de Belém, passando por Nazaré e Cafarnaum, e chegando até ao
Calvário, esse mesmo coração foi transformado na noite de Páscoa, e ficou a
pertencer à vida eterna de Cristo ressuscitado.
Meditando
este mistério compreendemos que o que Jesus viveu e fez é a proposta que a
Igreja continua a fazer hoje a cada um dos seus discípulos : traduzir o amor de
Deus Pai em gestos humanos concretos, pequenos ou grandes que sejam.’
Fonte : *Artigo na íntegra
https://www.combonianos.pt/alem-mar/opiniao/4/1503/natal-o-coracao-que-nos-guia/
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