Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)
*Artigo do Padre José Inácio de
Medeiros, CSsR
‘Durante o
período que chamamos de Idade Média que classifica a História Europeia (séculos
V ao XV), poderosos Estados se desenvolveram na África Ocidental e por sua
enorme riqueza, tornaram-se o principal eixo de comércio entre o Mar
Mediterrâneo e o interior da África.
Alguns dos
reinos existentes na África podiam se rivalizar com qualquer uma das grandes
civilizações que existiram no Oriente Médio ou Extremo Oriente. Uma dessas
civilizações foi formada pelo Império Zimbábue.
Império
Zimbábue
O Império
Zimbábue existiu mais ou menos entre os anos de 1200 e 1400, no litoral da
África Austral, onde hoje estão localizados Moçambique e o próprio Zimbábue. O
território era povoado por populações do tronco linguístico banto, conhecidos
como shonas.
O Império do
Zimbábue floresceu entre os séculos XI e XV, formando um poderoso reino no sul
da África, centrado na capital Grande Zimbábue, famosa por suas impressionantes
construções de pedra erguidas sem argamassa, sendo a maior estrutura de pedra
pré-colonial da África Austral.
O Reino de
Zimbábue foi formado pelos shonas, um povo falante da lingua banto que havia
inicialmente migrado para a África meridional a partir do século II d.C.
Os vestígios
materiais desse império foram encontrados somente no século XIX e a principal
marca encontrada foi o Grande Zimbábue ou Grande Casa de Pedra, uma construção
enorme, complexa, sinal que demonstra ostentação e poder.
Este Império
ficou conhecido por seu grande número de construções que são testemunhos do
poder alcançado por ele. Foi um poderoso Estado com hegemonia na região
localizada entre os rios Zambeze e Limpopo.
Estado
poderoso
Formando um
Estado poderoso e influente, atuava no comércio de minérios e seus governantes
recebiam o título de Mwene Mutapa, mesma coisa que senhor das minas. Havia uma
divisão social do trabalho bem estabelecida, com artesãos especializados no
trabalho com cobre e ferro, ourives, escultores e tecelões.
A economia
prosperou com o comércio de ouro, marfim e ferro, negociando com mercadores
árabes, chineses e indianos. Sua sociedade era organizada com um rei e uma
aristocracia, sustentada por uma vasta rede de estados tributários.
O império
declinou por volta de 1450 devido a fatores como esgotamento de recursos e
mudanças climáticas, levando à ascensão de outros reinos como o
Monomotapa.
Fatores
ambientais como o desmatamento, solo enfraquecido, exaustão de recursos também
contribuíram no processo de decadência.
O Império
Monomotapa (ou Mutapa) e, mais tarde, o Império Rozvi, surgiram em seu lugar,
mantendo a influência na região, que ainda se beneficiaria do comércio, mas com
desafios crescentes devido à interferência europeia.
Antes da
chegada dos europeus, portugueses ao longo do século XV e dos colonos
ingleses no século XIX, liderados por Cecil Rhodes de onde surgirá o nome de
Rodésia, a região onde hoje é o Zimbábue era habitada pelos povos shona e
ndebeles (zulus), sendo o império muito influente numa vasta região
O nome do
país moderno, Zimbábue, é uma homenagem a este antigo e avançado império.’
Fonte : *Artigo na íntegra
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