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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Virgem de Lourdes: um ensinamento marcado por milagres que perduram até os dias de hoje

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

*Artigo do Padre Flávio José Lima da Silva

 

‘Os milagres são acontecimentos marcados por situações que a Ciência e a Medicina não conseguem explicar, não têm respostas para tais acontecimentos. As experiências místicas dos milagres realizados por Jesus nos mostram o poder de Deus na Pessoa de Jesus Cristo. Vale lembrar que o próprio Jesus falou aos seus apóstolos que se eles fossem fiéis a Ele e ao seu ensinamento realizariam obras maiores do que as que Ele realizava.

A história do povo de Deus, a partir de Jesus Cristo, mostra a nós que os milagres continuam acontecendo. Pela fé que professamos, acreditamos na intercessão de mulheres e homens que são reconhecidos santos pelas igrejas por conta de sua intercessão por alguém que suplicou os milagres e eles aconteceram. 

Nesse contexto dos milagres, resumidamente vamos compreender um pouco a experiência de Santa Bernadette e Nossa Senhora de Lourdes : foram dezoito aparições, ocorridas na França, quatro anos depois da proclamação do dogma da Imaculada Conceição, quando a Igreja reconheceu essas aparições.

Em seus escritos, Santa Bernadette detalha sua intimidade com aquela mulher de branco de vestido alvo e uma faixa azul celeste na cintura. Um dos pedidos era para os sacerdotes construírem naquele local uma capela, que hoje é um santuário. Outro pedido era para que ela rezasse pela conversão dos pecadores. Santa Bernadette relata que sempre perguntava quem ela era, que depois de um tempo disse que era a Imaculada Conceição.

Santa Bernadette, a vidente de Nossa Senhora de Lourdes, foi canonizada por Pio XI no dia da Festa da Imaculada Conceição, em 8 de dezembro do ano de 1933, e sua festa foi designada em 16 de abril, dia de sua páscoa. Seu corpo está incorrupto, intacto até os dias de hoje. 

Olhando para história de Santa Bernadette, podemos observar quanto Deus é bom na vida de quem o busca de coração sincero, portanto, é urgente a busca da conversão, é preciso acreditar na cura, pois ela acontece, desde que tenhamos fé e saibamos esperar.

Com as aparições e milagres, Nossa Senhora de Lourdes e Santa Bernadette, os frutos ainda hoje continuam acontecendo e não vão parar de acontecer, tendo em vista que a devoção continua e os milagres não param de ocorrer por meio da intercessão delas.

Por fim, no dia 11 de fevereiro a Igreja celebra o Dia Mundial dos Enfermos, que tem como padroeira Nossa Senhora de Lourdes, que foi proclamada a Padroeira dos Enfermos. Por meio de sua intercessão, muitos doentes têm alcançado a cura, portanto, continuemos a pedir sua intercessão e lembremos sempre de Santa Bernadette, a quem a Virgem de Lourdes apareceu.’

 

Fonte : *Artigo na íntegra

https://revistaavemaria.com.br/virgem-de-lourdes-um-ensinamento-marcado-por-milagres-que-perduram-ate-os-dias-de-hoje.html

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Presenciamos milagres

 Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

Carla Mora e sua irmã gêmea, também missionária comboniana e em missão em Moçambique (© Foto do arquivo pessoal da autora)

*Artigo da Irmã Carla Mora, 

Missionária Comboniana

 

‘Estou em Moçambique há quase quinze anos, país onde estou a servir como missionária no meio deste povo e desta terra gloriosa. Sou originária da Costa Rica e quando era muito jovem, movida por Deus, decidi seguir Jesus como irmã comboniana, de acordo com o espírito e o carisma de São Daniel Comboni, um homem com uma grande paixão por Deus e pela missão. O seu exemplo de dedicação generosa e total aos africanos é, para mim, uma grande inspiração, que me guia e acompanha até aos dias de hoje.

Abraçar esta vida não foi fácil, porque seguir Jesus implica renúncia, adesão, fidelidade e, acima de tudo, muita fé Naquele que me chamou. Como irmã, vivo a minha vocação em total disponibilidade para Jesus Cristo, não obstante as minhas fragilidades e fraquezas, deixando-me guiar pela sua voz e pelo que Ele quer de mim. É uma força interior difícil de explicar, mas que me ajuda, cada dia, a doar-me generosamente com alegria e amor. 

Servir os mais pobres

A realização da minha vocação como missionária comboniana em Moçambique tem sido marcada por vários momentos, alguns bons e outros não tão positivos. Neste momento, trabalho no hospital de Mangunde, no Centro do país, não muito longe da cidade costeira da Beira. Também colaboro na paróquia, acompanhando jovens estudantes no colégio interno.

Sou religiosa missionária, mas também sou enfermeira especializada em obstetrícia, o que considero um grande dom que Jesus me deu. Por meio da minha profissão posso ir onde nunca imaginei ir e fazer coisas que nunca pensei poder fazer. Gosto muito do meu trabalho e sou feliz nesta terra. Fico feliz ao ajudar as pessoas, especialmente as pacientes que encontro todos os dias. Nelas vejo a esperança e resiliência deste povo. Todos os dias descubro como os Moçambicanos são grandes e maravilhosos. Admiro a sua força, capacidade e tenacidade para enfrentar a vida, que nestas terras não é nada fácil, e reconheço neles a presença de Deus. Da minha parte, com as minhas palavras e ações, quero transmitir-lhes o mesmo amor que recebi.

Sinto sempre que a nossa vida está nas mãos de Deus. O trabalho que faço centra-se, na maioria dos casos, no acompanhamento das mulheres durante a gravidez e, sobretudo, no momento do parto, para que os seus bebês possam nascer nas melhores condições possíveis Para dizer a verdade, aqui presenciamos realmente milagres! No nosso hospital não temos condições médicas para poder ajudar os bebês e as suas mães e, por vezes, as situações tornam-se dramáticas. Em muitas ocasiões, porém, tocamos a mão auxiliadora de Deus e conseguimos salvar vidas que pareciam perdidas. Os doentes com aids e tuberculose também acorrem ao nosso hospital, alguns deles em muito más condições, no entanto, com a nosso cuidado e os medicamentos apropriados conseguimos salvar muitos. Este, sem dúvida, é também outro desses milagres diários que aqui testemunhamos.

A vida é bela

Neste canto de Moçambique vivo e experimento as palavras que Jesus disse aos seus discípulos : «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos». Estas palavras ressoam no meu coração todos os momentos do dia ou da noite, e dão-me força e motivação para estar sempre disponível, como irmã missionária e enfermeira, para as necessidades das pessoas que Jesus colocou no meu caminho, especialmente os doentes e as mulheres que vêm dar à luz.

A vida é bela e vale a pena vivê-la ao serviço dos mais pobres e abandonados. Aceitei com alegria, seguindo as pegadas do nosso fundador, São Daniel Comboni, fazer causa comum com o povo de Moçambique.’

 

Fonte : *Artigo na íntegra

https://www.combonianos.pt/alem-mar/artigos/8/661/presenciamos-milagres/

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

O impressionante milagre que aconteceu no deserto egípcio

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

*Artigo de Philip Kosloski


‘Nos séculos III e IV, muitos homens e mulheres se inspiravam no exemplo de um humilde eremita – agora conhecido como Santo Antônio Abade – e deixavam tudo o que tinham para levar uma vida de oração e contemplação no deserto egípcio.
Um dos centros principais deste tipo radical de vida monástica foi uma região conhecida como Scetis, localizada ao noroeste do Delta do Nilo. Segundo antigos registros, lá viveu um monge que tinha dúvidas sobre a presença de Jesus na Eucaristia.
Ele costumava dizer aos seus irmãos monges que ‘o Pão que recebemos não é o Corpo de Cristo, mas um símbolo desse Corpo’.
Questionado por membros da comunidade monástica, ele retrucou : ‘Se vocês não me mostrarem provas, não mudarei a minha opinião’.
Mais tarde, durante uma Missa de domingo, quando o desconfiado monge disse as palavras de consagração sobre a hóstia eucarística, um menino apareceu em suas mãos, no lugar do pão consagrado. Ficou claro para o monge que era o Menino Jesus. No momento em que ele foi colocar a hóstia na boca, a hóstia tomou novamente a forma do pão consagrado. Diante deste inesperado milagre, o monge declarou : ‘Senhor, creio que o teu Pão é o Teu Corpo e que o Teu Sangue está no cálice’.
Esse milagre evoca uma conexão similar que muitos santos e santas expressaram ao longo dos séculos. Eles acreditavam que cada Missa é como o Natal, quando cristo desce dos céus para ficar em nossos altares. Desta maneira, todos os dias são ‘Natais’, pois Jesus ‘está entre nós’ sob a aparência do pão.’

Fonte :

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Nossa Senhora de Guadalupe

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)


‘Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002).

Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.

O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente : ‘Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua ‘tilma’ (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita…’

O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.

Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou : ‘Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de ‘Santa Maria de Guadalupe’, embora não tenha explicado o porquê’. Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído.

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.

No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.

Declarou o Papa Bento XIV, em 1754 : ‘Nela tudo é milagroso : uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros… uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação’.

Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada ‘Padroeira de toda a América’ pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.

No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.

Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!’


Fontes :