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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Como foi a era dos Patriarcas?

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

 *Artigo do Padre José Inácio de Medeiros, CSsR


‘Assim como na história de outras grandes civilizações, a história do povo judeu é dividida em distintos períodos para facilitar seu estudo e compreensão. O primeiro período é chamado de Era dos Patriarcas, primeira das três fases da história do povo e de sua presença na região da Palestina, também chamada de Terra de Canaã.

A Era dos Patriarcas teve início com a migração de Abraão e sua tribo da cidade de Ur, localizada no sul da Caldéia, no atual Iraque, por volta de 2000 a.C. A tribo de Abraão era nômade, cuidando de rebanhos e vivia nos espaços das cidades-estados que existiam na região da Mesopotâmia. Estudiosos afirmam que o povo de Abraão não devia ser mais do que 120 pessoas.

Nesta fase da história o povo ainda era politeísta, acreditando em muitos deuses e possivelmente a migração para o norte tinha como finalidade chegar ao grande santuário dedicado à deusa lua. Na caminhada o povo, guiado por Abraão, foi fazendo a experiência do Deus Javé, tornando-se aos poucos o único povo monoteísta entre as civilizações do Médio Oriente.

Então o Senhor disse a Abrão : Sai da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mos­trarei. Farei de ti o pai de um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de ti todos os povos da terra serão aben­çoados.

Partiu Abrão, como lhe ordenara o Senhor, e Ló foi com ele. Abrão tinha setenta e cinco anos quando saiu de Harã. Levou sua mulher Sarai, seu sobrinho Ló, todos os bens que haviam acumulado e os seus servos, com­prados em Harã; partiram para a terra de Canaã e lá chega­ram. Abrão atravessou a terra até o lugar do carvalho de Moré, em Siquém. Naque­la época, os cananeus habitavam essa terra.

O Senhor apa­receu a Abrão e disse : À sua descendência darei esta terra. Abrão cons­truiu ali um altar dedicado ao Senhor, que lhe havia aparecido. Dali prosseguiu em direção às colinas a leste de Betel, onde armou acampa­mento, tendo Betel a oeste e Ai a leste. Constru­iu ali um altar dedicado ao Senhor e invocou o nome do Senhor. Depois Abrão partiu e pros­seguiu em direção ao Neguebe. (Gen 12, 1-9)

A atenta leitura das Sagradas Escrituras mostra que a concepção de Deus foi sendo aperfeiçoada ao longo do Antigo Testamento. Depois de meses de caminhada o povo se estabeleceu na Terra de Canaã, enfrentando diversos inimigos que já estavam instalados, alguns mais fortes e organizados.

A Era dos Patriarcas chega ao final com a simbólica narrativa do ‘Êxodo’, com a volta do povo à ‘Terra Prometida’ depois de séculos de escravidão no Egito, trabalhando na edificação das grandes obras encabeçadas pelos faraós.

Os patriarcas se transformam nos pais da nação

Nesse período os hebreus organizavam sua vida ao redor dos patriarcas, líderes das grandes famílias. Eles reuniam assumiam funções diversas sendo ao mesmo tempo chefes militares, sacerdotes e líderes políticos. Os mais importantes patriarcas foram Abraão, Isaac e Jacó, este responsável pela formação das 12 tribos, correspondendo aos seus doze filhos, quando se formaram e se consolidaram as principais características do povo hebreu.

Não existem indícios arqueológicos que comprovem com exatidão a existência e as andanças de Abraão, Isaac ou Jacó. Os muitos elementos deste período que são conhecidos são retirados da narrativa encontrada nos textos da Bíblia que passaram a ser redigidos quando o povo já estava estabelecido na Palestina. O início da história do povo hebreu é envolto em meio a muitas lendas, e os principais acontecimentos têm dupla origem, uma mais lendária e outra mais histórica.

A formação concreta do povo de Israel teve início quando Deus se manifestou a Abrão, que teve seu nome mudado para Abraão, ordenando que deveria deixar sua terra, partindo para outra que posteriormente seria indicada, conferindo com a Terra de Canaã. Em troca de sua fidelidade Abraão recebeu a promessa de formar uma grande nação, que iria ganhar todas as terras, do rio Nilo até o Eufrates. Abraão, segundo o livro do Gênesis, obedeceu a ordem divina e sua família posteriormente daria origem a todas as nações da região.

Após Abraão, a liderança passou para Isaac, seu filho, e posteriormente para Jacó, que teve seu nome mudado para Israel. Os doze filhos de Jacó dariam origem às doze tribos de Israel, comparadas com doze pedras sobre as quais o povo edificou sua história e suas tradições.

História atribulada

Acredita-se que por volta de 1.700 a.C. os hebreus tenham descido para o Egito, tido pelos historiadores como ‘celeiro da humanidade’, fugindo de uma intensa seca, estabelecendo-se no delta do rio Nilo. Sua ida para o Egito corresponde a um período de invasão dos chamados ‘Povos do Mar, tendo entre eles os hicsos, povo que conquistou o território egípcio, recebendo uma série de benefícios.

Com o fim do domínio hicso, os hebreus foram transformados em escravos até que por volta de 1.250 a.C., conduzidos por Moisés e por Josué retornam à Palestina, no acontecimento que ficou conhecido como Êxodo.

A narrativa do êxodo destaca algumas famosas passagens como a travessia do Mar Vermelho para que o povo tivesse caminho garantido rumo à liberdade. Durante a migração, os hebreus receberam de Deus Javé sua base jurídica, conhecida como Lei Mosaica ou também os Dez Mandamentos. Nessa época começou a se consolidar o monoteísmo hebraico.

Depois que o povo se estabeleceu na Terra Prometida, começou nova fase de sua história conhecida como a ‘Era dos Juízes’.’

 

Fonte : *Artigo na íntegra

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2025-07/curiosidades-biblia-como-foi-era-patriarcas.html

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Desde Abraão até à minha vocação

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

 
*Artigo de Pedro Nascimento,

leigo missionário comboniano


‘​No tempo em que vivi na Etiópia, uma das atividades missionárias realizada, em conjunto com a Irmã Vicenta, missionária comboniana de Espanha, consistiu em iniciar e acompanhar um grupo de mulheres gumuz. Na cultura gumuz, às quintas-feiras, as mulheres não trabalham, sendo o seu momento de descanso. Por esse motivo, quinzenalmente, reuníamo-nos com um grupo de mulheres e, no fim de uma pequena catequese, bebíamos café. Era um momento de encontro. Nos momentos catequéticos, apresentávamos personagens bíblicas e, após apresentação de cada personagem, procurávamos encontrar lições para a nossa vida, havendo espaço para partilha. A nossa formação começou com Abraão!

A vocação é um dom de Deus gratuito e todos nós, que somos amados por Deus, somos por Ele chamados. Contudo, para compreendermos a nossa própria vocação também é importante aprender com tantas pessoas, chamadas por Deus, que O escutaram e procuraram Segui-Lo.

Nos próximos números da Além-Mar iremos recordar várias personagens bíblicas, começando com Abraão, nosso Pai na fé. 

Deus chama Abraão

Na vocação de Abraão, a iniciativa partiu de Deus. É Deus quem chama e nos convida a participar no desafio que nos propõe. A iniciativa pertence a Deus, «porque Ele nos amou primeiro» (1 Jo 4,19). Ao falar do chamamento de Abraão, assim escreve o autor do texto sagrado : «O Senhor disse a Abraão : “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa do teu pai e vai para a terra que eu te mostrarei. Eu farei de ti um grande povo, eu te abençoarei, engrandecerei teu nome; sê uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei aquele que te amaldiçoar. Por ti serão abençoados todos os povos da Terra”» (Gn 12,1-3).

A resposta ao chamamento de Deus é livre. Abraão poderia livremente decidir entre aceitar o convite de Deus a partir ou a permanecer na sua terra, ignorando o convite de Deus. Contudo, Abraão decide partir! Acresce que Abraão já tinha 75 anos (Gen 12, 4) e Sara, sua mulher, era considerada estéril (Gen 11, 30). A partida de Abraão, mais que a resposta positiva ao chamamento de Deus, demonstra a sua total confiança em Deus. Partir, deixar a sua terra, implica deixar o conhecido, para abraçar o misterioso, deixar a família e os amigos, uma região e um país a que se pertence, uma cultura na qual se encontra inserido, os laços entretanto criados para seguir o caminho proposto por Deus!

Regressando à vida de Abraão, podemos referir que este foi um homem justo, que buscou a paz. De facto, apesar de ser muito rico em rebanhos, prata e ouro (Gen 13,2), para evitar conflitos entre irmãos, decidiu separar-se de Lot, permitindo que este escolhesse o melhor terreno : «O vale era um maravilhoso jardim» (Gen 13, 10). A exemplo de Abraão, sejamos também homens e mulheres justos, vivendo as nossas vidas em busca da paz, evitando conflitos, entre irmãos.

Tal como referido anteriormente, Sara era estéril e já com alguma idade. Deus, fiel às suas promessas, concedeu-lhe um filho : Isaac! Deus cumpre as suas promessas (Gen 17, 15-19; 21, 1-3).

Sucede que o Senhor decide pôr Abraão à prova, pedindo-lhe que o seu filho Isaac fosse imolado. Deus bem sabia o grande amor de Abraão pelo seu filho Isaac. Ainda, assim, obediente à vontade de Deus, Abraão pretende cumprir o pedido de Deus. Vendo que Abraão lhe obedecia, o Senhor pediu-lhe que não sacrificasse o seu filho Isaac. Com este ato, o Senhor confirmou a confiança e obediência de Abraão, o amigo de Deus.

Abraão inspira-nos

O “sim” de Abraão, confiando na palavra de Deus que lhe foi dirigida, deve ser para todos os que partem fonte de inspiração. De facto, quando Deus nos fala ao coração (Os 2, 16) e nos convida a partir, o seu chamamento não é inocente, uma vez que nos criou, que nos conhece profundamente e que sabe do que somos capazes. Não é um convite fácil, mas exigente, e implica sacrifício, deixar família, amigos, um país e cultura que se ama, para abraçar, na fé, um destino que nos é indicado por Deus. De igual modo, na vida de qualquer um de nós, Deus convida-nos a partir, a deixar a nossa zona de conforto e a abrir o nosso coração, confiantes em Deus. Partir é exigente, pode implicar acidentes, mas como nos refere o Papa Francisco, «prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças» (Evangelii gaudium, 49).

Na nossa vida, nem sempre compreendemos os desígnios de Deus, a Sua vontade! Será, pois, o nosso amor por Ele, a confiança de que nos ama e nos quer muito, que nos permitirá cumprir a Sua vontade, tantas vezes difícil de aceitar! Inspirados em Abraão, poderemos ser fiéis ao Senhor e ao Seu chamamento. 

Partir como Abraão

A vocação de Abraão, nosso pai na fé, toca muitos corações que, animados pelo espírito, partem confiantes em Deus. É o caso do padre Obwaya Justus Oseko, um missionário comboniano do Quenia com 35 anos de idade. Como Abraão, sentiu que Deus o chamava a deixar a sua terra para testemunhar o Evangelho de Jesus.

O missionário conta-nos como surgiu a sua vocação : «Todos os sábados, era costume na minha família reunirmo-nos para ler e refletir em conjunto sobre a Palavra de Deus, geralmente o texto do Evangelho do dia seguinte. O meu pai desempenhava um papel crucial nestas reuniões; era como o líder desta pequena igreja doméstica. Pedia a cada um de nós que lesse o texto e depois convidava-nos a partilhar o que nos tinha tocado pessoalmente. Por outro lado, a minha mãe insistia muito para que rezássemos o terço, uma oração que ela sempre alimentou e que me ajudou a compreender a importância da Virgem Maria no nosso caminho de fé. Estas experiências familiares de proximidade com Deus encorajaram-me a juntar-me ao grupo vocacional da minha paróquia, Nossa Senhora da Assunção em Nyamagwa, onde a semente plantada pelos meus pais cresceu. Comprometi-me então a ser acólito para ajudar os padres durante as celebrações eucarísticas.»

O compromisso evoluiu com os anos e o jovem Obwaya, depois de concluir o ensino secundário, começou a participar no coro da paróquia da Rainha dos Apóstolos em Nyakegogogi. «A minha presença no coro permitiu-me encontrar muitas pessoas empenhadas na Igreja e conhecer os Missionários Combonianos, quando um colega me deu um folheto sobre eles e o seu fundador, São Daniel Comboni», conta.

Acrescenta que, ao ler esse opúsculo, sentiu «o desejo de servir os necessitados através da vida missionária». Infelizmente, diz, «nem sempre é fácil para os pais aceitarem as decisões tomadas pelos filhos». Pode parecer contraditório, mas o seu pai, que tanto o tinha influenciado para ser um bom cristão, não queria que ele fosse padre. «Estava convencido de que o melhor para mim era ser médico. Foi preciso muito tempo de reflexão e muitas discussões entre nós dois para que ele aceitasse a minha decisão. Entusiasmava-me o exemplo de São Daniel Comboni e a sua decisão de servir e aliviar o sofrimento dos pobres. Conhecer a vida deste santo foi para mim uma epifania que me motivou a seguir as suas pegadas e a juntar-me à congregação e a colaborar na sua ação missionária».

O jovem Obwaya escreveu ao promotor vocacional, participou num encontro para os candidatos a missionários e ali reafirmou a sua opção de ser missionário ao estilo de São Daniel Comboni. Meses depois começou a preparação para a vida missionária. Estudou Filosofia no seu país e Teologia na África do Sul. Foi ordenado sacerdote no dia 6 de Agosto de 2020.

Atualmente, está a estudar e a colaborar com a pastoral juvenil em Espanha. Sente-se realizado, expressa a sua confiança em Deus e a importância da oração na vida missionária, pois sente que o Senhor o chama «a ter uma relação de amor com Ele e, ao viver esta relação, poderei refletir a misericórdia de Deus e ajudar os outros».

Aos jovens deixa um apelo : «Abram o vosso coração a Deus, que vos diz : “Segui-me”. Posso garantir-vos que, se forem generosos, Deus dar-vos-á a força de que necessitais.’

 

Fonte : *Artigo na íntegra

https://www.combonianos.pt/alem-mar/artigos/8/1131/desde-abraao-ate-a-minha-vocacao/


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A Tenda de Abraão

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

 
 *Artigo de Padre Fernando Domingues,
Missionário Comboniano


‘Era uma tenda mesmo grande, baixa mas muito larga, como as que usam ainda hoje os beduínos do deserto. Chamam-lhe a ‘tenda de Abraão’. Vê-se que já tem muitos anos, mas não era certamente a que usava Abraão para acolher a sua família nos desertos do Médio Oriente por onde peregrinou. Esta estava plantada num terreno de areia, mesmo à entrada da casa dos missionários combonianos, em N’Djamena, capital do Chade.

Para que serve? E que ligação tem com o velho patriarca Abraão?

Notei-a logo ao chegar da longa viagem desde Moundou, 500 quilometros mais ao sul, onde tinha estado uma semana a guiar o retiro anual de um grupo de missionárias e missionários.

Mas voltemos à Tenda de Abraão.

A tenda, e a casa ao lado, são usadas para toda uma série de atividades de diálogo com vários grupos de fiéis muçulmanos de N’Djamena. A casa comboniana encontra-se no meio de um bairro muçulmano, e é bonito ver como, logo às 4 da manhã, se ouve bem clara a voz dos muezins que, do alto dos minaretes das mesquitas vizinhas, convidam alto e bom som : «Deus é Grande! Acordem e venham para a oração: é melhor rezar do que dormir!» Na estrada que passa ali a poucos metros da tenda, cinco vezes por dia, vêem-se grupos de fiéis que se reúnem logo que se ouve a voz do muezim, estendem os seus tapetes da oração e fazem as suas orações enquanto se prostram e se ajoelham todos ao mesmo tempo.

Naturalmente, alguns deles não estão interessados em dialogar e fazer amizade conosco, mas muitos outros gostam de conhecer a nossa religião pois somos todos ‘filhos de Abraão’. Eles consideram-se ‘filhos de Ismael’, o primeiro filho de Abraão, e nós somos membros do povo de Deus que descende de Isaac, o filho de Abraão e de Sara.

O gesto lindo do Papa Francisco que, em Bangui, convidou o chefe religioso muçulmano a saudar a multidão com ele, dando a volta juntos no papamóvel, dá bem a ideia de que os ‘filhos de Abraão’, mesmo se muito diferentes na fé que professam, podem conviver e construir a paz no país que habitam.

Voltando ao Chade, é bom recordar que um dos feriados nacionais neste país é dedicado à convivência pacífica de todos os Chadianos, e as celebrações desse dia são sempre feitas em conjunto por pessoas de boa vontade, de todas as religiões presentes no território.

Quando um dia Abraão estava a perder a esperança sobre o futuro incerto da sua família, Deus disse-lhe : «Alarga a tua tenda!» De fato, a sua descendência ia ser numerosa como as estrelas do céu (Gen 15,5).

Também da parte dos ‘descendentes de Isaac’ a tenda de Abraão não pára de se alargar. No dia em que viajamos de Moundou para N’Djamena, ao fim da tarde encontramo-nos na capelinha ali ao lado para celebrarmos a eucaristia. Eu olhava para o rosto dos meus irmãos e irmãs missionários e pensava : «Que maravilha, há poucas dezenas de anos os missionários eram quase todos do Norte do mundo; agora, o encarregado da tenda de Abraãa é um sudanês, missionário nestas terras já lá vão doze anos; o mestre dos noviços vem do Congo; um colega da África do Sul, sentado à minha beira, foi ordenado sacerdote há alguns meses, e amanhã parte daqui num jipe com outro nosso missionário para a sua missão que fica na fronteira com o Sudão.»

A ‘Família de Abraão’ não pára de crescer. Oxalá possamos todos, cada um a partir da sua fé, construir um mundo que seja uma grande tenda de irmãos que respeitam as diferenças uns dos outros e colaboram juntos para o bem de todos.’


Fonte :