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domingo, 14 de setembro de 2025

A hospitalidade na Regra beneditina e em São Leão Magno

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

 
*Artigo de Dom Vital Corbellini,

Bispo de Marabá, PA

 

‘A hospitalidade é uma atitude bíblica que coloca a presença de Deus na vida da pessoa que vem de longe ou de perto para a residência humana para pedir ajuda, consolo, uma palavra de esperança e de amor. No dia do juízo é bem presente a palavra de Jesus : ‘Eu era peregrino e me acolhestes em casa’ ( Mt 25, 35). O Senhor Jesus se fará presente nas pessoas que nós acolhermos em nossas vidas. Diante de um mundo de tantas pessoas que se deslocam por causa das mudanças climáticas, guerras, perseguições, violência, é fundamental a acolhida, a hospitalidade das pessoas, dos pobres. Veremos a seguir como esta atitude esteve presente na regra beneditina, séculos V e VI e em São Leão Magno, papa no século V.

A presença de Jesus Cristo

A regra de São Bento recomendava a todos os seus seguidores que os hóspedes que se achegassem às suas casas, fossem acolhidos como Cristo Jesus porque Ele disse : ‘Fui hóspede e vós me tendes acolhido’ (Mt 25,35). É a honra devida para ser dada, seja aos irmãos na fé, seja aos estrangeiros, peregrinos [1]. Ao anúncio de um hóspede, o superior e os irmãos iriam ao seu encontro com todas as considerações da caridade. Haja a oração em comum e depois haja o abraço da paz [2].

A humildade

São Bento em sua regra afirmava que na saudação, aos hóspedes, quando se aproximassem ou mesmo quando partissem da sua residência, fosse dada das pessoas que acolhessem os estrangeiros, a atitude de humildade pela presença do Senhor Jesus que foi acolhido [3]. Haja a leitura divina em vista da edificação da pessoa e se ofereça toda a atenção humana. Em seguida também se faça a limpeza das mãos e dos pés e todas as pessoas digam em voz alta que acolheram o Senhor Deus, na pessoa dos estrangeiros, a sua misericórdia em meio ao seu templo (cfr. Sl 47 (48), 10) [4].

A ajuda aos pobres

O Papa Leão Magno afirmou a atitude da compaixão com os pobres. Os fiéis sejam generosos na doação da comida para eles, aqueles que desejam fazer parte da comunidade dos bem-aventurados. O fato é que um ser humano não apareça desprezado por outra pessoa, que o Criador do universo fez como sua [5]. É impossível a pessoa recusar outra que sofre alguma coisa o que é de toda a pessoa, pois é o próprio Cristo Jesus que está sendo visto, doado. É ajudada uma pessoa de serviço e é o Senhor que é presente, dando-lhe graças [6].

O preço do Reino dos céus

O Papa Leão dizia que o alimento do pobre é o preço do Reino celeste e a pessoa que doa os bens terrenos torna-se herdeiro de bens celestes. A medida das obras é valorizada sobre a balança da caridade, porque quando o ser humano ama aquilo que Deus privilegia, sobe o ser humano no Reino dos céus; É dada a honra ao Senhor que se tornou próximo das pessoas e assumiu a nossa natureza (cfr. Jo 1,14). O bispo de Roma exortava para que os fiéis trouxessem de casa bens, alimentos em vista das obras de misericórdia para merecer a bem-aventurança da qual gozará para a eternidade aquele que discerne o necessitado e o pobre (cfr. Sl 40,(41), 2. Desta forma é reconhecida no necessitado e no pobre a ‘Pessoa do Senhor nosso Jesus Cristo, o qual de rico que era, como disse São Paulo fez-se pobre, para enriquecer-nos com a sua pobreza’ (2 Cor 8,9) [7].

A natureza humana é igual para todas as pessoas

Uma vez que Deus é o Criador do ser humano, São Leão Magno afirmou que a natureza humana é igual para todas as pessoas. Desta forma a nossa natureza mortal mutável é reconhecida em todo o ser humano e por motivo desta condição humana, cada pessoa é chamada a alimentar um sentimento de solidariedade em relação a todas as pessoas de sua espécie : chorar com as pessoas que choram, unir-se com aquelas que sofrem, ajudar aquelas necessitadas, ter presente os doentes que estão em seus leitos, prover alimentos com as pessoas famintas, doar roupas para aquelas pessoas que estão na nudez ou passam frio [8].

A misericórdia dada

O Papa São Leão exortava os fiéis para que as coisas poupadas através do jejum tornar-se-iam alimento para os pobres numa reta intenção de misericórdia dada com amor aos mais necessitados. Os fiéis eram chamados a empenhar-se na defesa das viúvas, dos órfãos, dos sofredores, a fazer paz com aqueles que lutam, brigam entre si [9]. Desta forma acolha-se o estrangeiro, ajuda-se o oprimido, veste-se o nu, seja dada a atenção à pessoa doente, de modo que a oferenda de tais coisas dadas com amor a Deus, autor de todo o bem, seja concedida por graça divina a sua recompensa celeste [10].

O evangelho de Jesus Cristo era bem vivido na pessoa dos santos padres, no povo de Deus e hoje é dado para nós, em vista da conversão de vida que o Senhor Jesus tanto pede de cada um de nós. As pessoas pobres, necessitadas de ajuda estão presentes na vida de todos os seguidores, seguidoras de Jesus Cristo e de sua Igreja. Nós somos chamados a viver o mandamento do amor a Deus, ao próximo como a si mesmo, para um dia participar do Reino dos céus.’

 

[1] Cfr. Regola di Benedetto 53,1-24. In: ’Non dimenticate L´ospitalità’. Antologia dai Padri della Chiesa. Milano, Paoline, 2022, pg. 198.

[2] Cfr. Idem, pg 198.

[3] Cfr. Ibidem, pgs. 198-199.

[4] Cfr. Ibidem, pg. 199.

[5] Cfr. Discorso sulle collete 9, 2-3. In: Idem, pg. 207.

[6] Cfr. Ibidem, pg. 207.

[7] Cfr. Ibidem, Discorso sulle collette, 9, 2-3, pgs. 207-209.

[8] Cfr. Ibidem, 11,1-2, pg. 209.

[9] Cfr. Ibidem, Discorso sul digiuno del decimo mese 13, pg 211.

[10] Cfr. Ibidem, pg. 211.

 

Fonte : *Artigo na íntegra

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2025-09/dom-vital-hospitalidade-regra-beneditina-leao-magno.html

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O sagrado dever da hospitalidade

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

Resultado de imagem para hospitalidade cristã
*Artigo de Faustino Teixeira,
professor de Pós-Graduação em Ciência da Religião
(Universidade Federal de Juiz de Fora),
pesquisador do CNPq e consultor do ISER-Assessoria. 
É pós-doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana.


‘A hospitalidade envolve uma ‘dádiva de si’, tendo uma grande familiaridade com a abertura ao outro e ao diálogo. No campo das religiões, a hospitalidade ganha um significado essencial. A acolhida ocorre no ‘solo sagrado’ do outro, implicando um gesto magnífico, que coloca o sujeito diante de um risco preciso, que revolve toda a sua autocompreensão. A hospitalidade não traduz apenas a maravilha do encontro com o outro, mas também a agonia de estar diante de um ‘estranho’ que bate à nossa porta. Há uma dimensão de tensão ou mesmo altercação na relação que se estabelece. O desafio já começa na soleira da porta, ‘naquela porta à qual se bate e que vai abrir um rosto desconhecido, estranho. Limite entre dois mundos, entre o exterior e o interior, o dentro e o fora, a soleira é a etapa decisiva semelhante a uma iniciação’. [1]

O caminho que se abre pode ser o diálogo, que começa a ocorrer quando a recepção se dá de forma sutil, delicada, cuidadosa e amorosa. Há que bater ‘devagar’ na porta do outro, sem muito ruído, de forma a favorecer um intercâmbio vital. Entrar no novo circuito envolve ‘renunciar a se impor’, mantendo delicadamente o direito à diferença, a preservação de certa distância. O caminho é tortuoso, e exige escuta e paciência. Há que buscar por todos os meios quebrar as amarras da violência que estão implícitas em toda dinâmica da hospitalidade. É um mundo novo que se anuncia, exigindo delicadeza e cuidado. Daí ser o diálogo uma frágil ‘zona de passagem’, de ‘aventura, espanto e inquietação’. [2]

O diálogo é uma ‘cartografia inacabada’, que vai se tecendo com as linhas da humildade e generosidade. Os interlocutores são convidados a alçarem o olhar, vislumbrarem novos patamares de significado, refletirem sob nova luz. Aí pode então ocorrer o milagre de um encontro, que preserva simultaneamente o autorrespeito genuíno e a autoexposição ao outro. No cerne do diálogo está uma acolhida, está a presença de um rosto que convida, de um olhar que indaga e provoca o mover dos lábios.

São inúmeros e exemplares os casos de exercício dialogal, de realização de uma hospitalidade sagrada, como a de buscadores que se inserem nas inúmeras tradições espirituais. Nos diversos itinerários, o diálogo encarna a virtude maior entre as culturas : a hospitalidade. Pois é preciso abrir as portas da casa, oferecer ao hóspede o quarto mais arejado e luminoso. O diálogo nasce entre dois rostos, entre duas casas, entre duas tradições. E contribui para uma cultura da paz (...). [3]

O diálogo comporta algo mais que uma interlocução humana, vai além, e traduz um ‘ato religioso’, na medida em que evoca um Mistério maior. Indica o traço contingente que habita em qualquer experiência religiosa particular. Suscita indagação, abertura permanente, ou como mostra Gadamer [4], expansão da individualidade. O que se busca, intensivamente, é a verdade que habita na dinâmica mesma da sinfonia do encontro. Disse a respeito Montaigne [5] : ‘Eu festejo e acaricio a verdade em qualquer lugar que a encontrar, e para lá me dirijo alegremente, e lhe estendo minhas armas vencidas, de longe, assim que a vejo se aproximar (...)’. [6]

São ricos os exemplos de buscadores que viveram intensamente a prática da hospitalidade [7]. No âmbito do cristianismo, e em particular no diálogo com o islã, aparecem figuras notáveis como Louis Massignon [8] (1883-1962), que abraçou com vigor esse tema, fazendo dele a ária de sua vida. Para ele, a hospitalidade envolvia uma saída de si mesmo, uma ‘expatriação interior’ para poder assumir o outro com alegria e gratuidade. Entendia que o verdadeiro encontro com o outro não acontece mediante o caminho de sua anexação, mas no deixar-se hospedar por ele. O caminho indicado é o do coração, que é o lugar privilegiado de acesso ao ‘segredo divino’. Hospitalidade, Misericórdia e Compaixão são palavras que se irmanam. Assumir a hospitalidade é deixar-se tomar pelo apelo solene dos Abdâl, ou seja, daqueles que foram escolhidos por Deus para sanar as feridas do mundo mediante o dom de si. Foi desta palavra, Abdâl — plural de badal —, que Massignon tirou a inspiração para a sua experiência espiritual mais forte, a Badaliya, um mosteiro espiritual, uma comunidade de pessoas dedicadas ao caminho da oferta ao islã.


Experiência comunitária

Há também o exemplo precioso de Christian de Chergé [9] (1937-1996), o monge-mártir de Tibhirine (Argélia). No compromisso assumido pela comunidade trapista com os irmãos muçulmanos da região algo de maravilhoso aconteceu, como passo de gratuidade e hospitalidade. Os laços comunitários que se estabeleceram naquela difícil região foram tratados de forma singela no filme de Xavier Beauvois [10], Homens e deuses [11] (2010), num envolvimento amoroso, de compromisso e entrega excepcionais. Para Chergé, a dinâmica de hospitalidade era o horizonte da experiência comunitária, algo central para ele. Dizia não haver fronteiras de tempo ou espaço para o exercício do amor e da misericórdia. Uma acolhida marcada pela pura gratuidade, como um dom que não implica reciprocidade. Ele dizia que essa acolhida brota límpida do coração do evangelho, daí o desafio de ‘aprender a exercê-la sem exigir reciprocidade, em nome Daquele que veio a nós gratuitamente’. [12]

Os exemplos de dedicação à hospitalidade falam muito mais forte que as teorias a respeito, não há dúvida sobre isso. Nesse percurso de dedicação à alteridade pode ainda ser lembrado o nome de Serge de Beaurecueil [13] (1917-2005). Foi um frade dominicano que dedicou sua vida a essa aventura de amor aos amigos muçulmanos. Na trilha de outros buscadores, pôde perceber que há sempre a presença de um outro a desvelar facetas inéditas do Mistério sempre maior. Foi assim que, partindo de uma grande devoção à mística sufi, encontrou o caminho do serviço junto aos meninos de Cabul, no Afeganistão. Dizia que no momento derradeiro, a pergunta essencial vai incidir não sobre a religião abraçada, mas sobre o movimento de ‘partilha do pão e do sal’. Um passo essencial para a sua conversão espiritual ocorreu numa situação cotidiana, de convivência com um dos meninos da região, Ghaffâr, que favoreceu sua ampliação olhar. Num certo dia, o garoto disse : ‘Você aceitaria que eu fizesse uma refeição em sua casa e depois viesse lanchar na minha? Poderíamos assim partilhar o pão e o sal, o que sela entre nós a amizade, a união dos destinos’. Esse menino morreria pouco tempo depois, num acidente automobilístico. O gesto acenado pelo garoto ganhou um significado sacramental para o dominicano, com notáveis irradiações. Num de seus livros, dirá :

Ghaffâr, sem dúvida alguma, favoreceu-me a chave de compreensão. Estava aqui para partilhar a vida dos afegãos na banalidade de seus acontecimentos cotidianos, e simplesmente partilhar o alimento... Uma tal partilha ligou meu destino ao deles, selando o direito de intercessão — tão caro a Louis Massignon — consagrando um traço de união entre Cristo e eles, instrumento silencioso da graça. [14]

A hospitalidade firma-se, assim, como algo precioso, com valor sagrado, que estabelece laços entre aqueles que buscam crescer na experiência do Mistério e da busca do sentido. Hoje, porém, surge um desafio novo, que é entender as teias largas da hospitalidade, que não se reduz à acolhida dos outros humanos, mas que rasga o conceito tradicional de ‘nós’, de forma a abrigar todos os seres da criação, no respeito essencial aos seus direitos característicos. Abraçar a hospitalidade ganha um significado muito especial nos tempos atuais, envolvendo também o desafio de habitar a Terra com sentido, acolhendo a ‘textura do mundo da vida’. Não há mais dois mundos antagônicos, em que sociedade e natureza estão divididos, mas uma única malha tecida por trilhas diferenciadas, mas sempre relacionadas. Supera-se a dicotomia entre o organismo (aqui) e o ambiente (lá), e o ser humano se dá conta, finalmente, que é parte do vivente e não mais o umbigo do mundo. O habitar a Terra ganha assim um significado novo e alvissareiro, e o ser humano vem inserido ‘no interior da continuidade do mundo da vida’. [15]


Espiritualidade ecológica

O Papa Francisco se deu conta desse desafio inaugural em sua carta encíclica Laudato si’, sobre o cuidado da casa comum [16]. Parte da ideia essencial de que todos os seres humanos são terra, e que os elementos de seu corpo são constituídos pelos ‘elementos do planeta’ (LS 2). Na pauta de sua reflexão, o desafio de uma ‘nova solidariedade universal’, que parte da consciência de que tudo na Terra está interligado, e que todos os seres criados precisam uns dos outros. Novos laços são tecidos, unindo a humanidade com a animalidade, com a vegetalidade e a mineralidade, numa consciência comum da dignidade de cada criatura. Indica a urgência de uma ‘espiritualidade ecológica’, uma ‘conversão ecológica’ (LS 216 e 217) voltadas para o exercício comum de recuperação de uma harmonia serena com a criação. O Universo inteiro está animado pela dinâmica espiritual : ‘Há um mistério a contemplar em uma folha, em uma vereda, no orvalho, no rosto do pobre’ (LS 233).

A hospitalidade ganha assim uma tessitura nova e exigente, que sem desconsiderar os passos da acolhida ao outro humano, distinto, vem agora enriquecida com uma dimensão novidadeira, que delineia os passos essenciais do significado mais profundo do habitar espiritualmente a Terra.’


Fonte :

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1 - Alain Montandon. Espelhos da hospitalidade (prefácio). In: _. Ed. O livro da hospitalidade. São Paulo : Senac, 2011, p. 32.

2 - Marco Lucchesi. Guerras de religião? O Globo. 03/12/2014. (Nota do autor)

3 - Ibidem. (Nota do autor)

4 - Hans-Georg Gadamer : filósofo alemão, autor de Verdade e método (Petrópolis : Vozes, 1997), faleceu no dia 13-03-2002, aos 102 anos. Por essa razão, dedicamos a ele a matéria de capa da IHU On-Line número 9, de 18-3-2002, Nosso adeus a Hans-Georg Gadamer, disponível em http://migre.me/DtiK. (Nota da IHU On-Line)

5 - Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592) : escritor e ensaísta francês, considerado por muitos o inventor do ensaio pessoal. Nas suas obras e, mais especificamente nos seus ‘Ensaios’, analisou as instituições, as opiniões e os costumes, debruçando-se sobre os dogmas da sua época e tomando a generalidade da humanidade como objeto de estudo. (Nota da IHU On-Line)

6 - Apud Magali Bessone. Do eu ao nós. In. Alain Montandon (Ed.). O livro da hospitalidade, p. 1270. (Nota do autor)

7 - Ver : Faustino Teixeira. Buscadores cristãos no diálogo com o islã. São Paulo : Paulus, 2014. (Nota do autor)

8 - Louis Massignon (1883-1962) : escritor e católico francês perito no Islã. (Nota do IHU On-Line)

9 - Charles-Marie Christian de Chergé (1937-1996) : monge cisterciense francês. Prior da Abadia de Nossa Senhora do Atlas, em Tibhirine, na Argélia, foi raptado, juntamente com mais seis monges, na noite de 26 para 27 de março de 1996, por um grupo de 20 homens do Grupo Islâmico Armado. Levaram sete monges prisioneiros, incluindo o Irmão Bruno, um visitante de Fès, em Marrocos. Dois monges não foram localizados pelos captores. Uma mensagem do GIA anunciou que os sete monges tinham sido decapitados em 21 de maio de 1996. (Nota da IHU On-Line)

10 - Xavier Beauvois (1967) : ator, diretor e escritor francês. Uma de suas produções é Homens e deuses, exibida como parte da programação do evento Fé no cinema, na Páscoa de 2012 no Instituto Humanitas Unisinos - IHU. (Nota da IHU On-Line)

11 - Homens e deuses: Des hommes et des dieux, filme francês de 2010, de gênero dramático, dirigido pelo cineasta Xavier Beauvois, exibido como parte da programação do evento Fé no cinema, na Páscoa de 2012. Sobre esse filme, confira a entrevista concedida pelo monge trapista Xavier Beauvois à edição 387 da IHU On-Line, de 26-3-2012, intitulada A Igreja feita de homens e de deuses, disponível em http://bit.ly/1A30RlK. (Nota da IHU On-Line)

12 - Christian de Chergé. L´invencible esperance. Paris : Bayard, 2010, p. 206. (Nota do autor)

13 - Serge de Beaurecueil (1917-2005) : um dos membros fundadores do Instituto Dominicano de Estudos Orientais (IDEO), no Cairo. Começou suas pesquisas em mística muçulmana. Em 1963 assumiu uma cátedra de história da mística muçulmana na Universidade de Cabul. (Nota da IHU On-Line)

14 - Serge de Beaurecueil. Me enfants de Kaboul. Paris : Cerf, 2004, p. 65. (Nota do autor)

15 - Tim Ingold. Estar vivo. Ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição. Petrópolis : Vozes, 2015, p. 26. (Nota do autor)


16 - Papa Francisco. Laudato si’. Sobre o cuidado da casa comum. São Paulo: Paulinas, 2015. (Nota do autor)