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sábado, 30 de maio de 2026

Liturgia da Solenidade da Santíssima Trindade - Ano A

 Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

*Artigo do Diácono Luiz Carlos Gomes,

Diácono permanente da Arquidiocese de Maringá 

 

‘Deus enviou seu filho ao mundo, para que o mundo seja salvo por Ele’ (Jo 3,16-18)

‘A solenidade da Santíssima Trindade é uma espécie de síntese do Tempo Pascal, no sentido ‘mistério’ do termo. Ela nos coloca diante do mistério de Deus, com toda Sua grandeza, e revela o Seu infinito amor por nós. 

Celebrar a Santíssima Trindade não é celebrar três deuses, mas um único Deus em três Pessoas : Pai, Filho e Espírito Santo. Um Deus que se desdobra em três Pessoas para que possamos ter acesso a Ele. Um Deus que se revela no Seu mistério porque nos ama infinitamente e quer que O conheçamos, que O encontremos e O percebamos no dia a dia da nossa vida. 

O Evangelho de hoje fala diretamente desse amor de Deus Pai pelos Seus filhos, pela humanidade, pelo mundo. 

João afirma que ‘Deus amou tanto o mundo que deu o Seu Filho unigênito, para que não morra todo o que n’Ele crer, mas tenha a vida eterna’. É um gesto extremo de amor o que Deus fez por nós ao se fazer um de nós na Pessoa do Filho e se encarnar. Antes ninguém conhecia Deus. Não se podia ver o rosto de Deus. 

O amor é o único meio de reconhecê-lO e d’Ele se revelar para nós. Ao enviar Seu Filho, primeiro o Pai revela o Seu infinito amor e, segundo, o Seu rosto. Deus se fez um de nós para que tivéssemos acesso a Ele e o conhecêssemos na pessoa de nossos irmãos e irmãs. Esse gesto do Pai narrado no Evangelho de hoje é demonstração do Seu imenso amor. Ele nos ama e quer que tenhamos a vida plena, a vida eterna. 

Que a Santíssima Trindade nos faça verdadeira comunidade de irmãos, sempre prontos a ajudar o próximo, na graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor do Pai e na comunhão do Espírito Santo.’ 

 

Fonte  *Artigo na íntegra

https://arquidiocesedemaringa.org.br/artigos/2381/reflexao-liturgia-da-solenidade-da-santissima-trindade-ano-a-31-05-2026-29-05-2026

 

sábado, 3 de junho de 2023

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

 
*Artigo de Dom Vital Corbellini, 

Bispo de Marabá, PA


A Igreja festeja a Trindade Santa, que é eterna, manifestada como o Deus Uno e Trino, o mistério dos mistérios que encerra a vida humana, dá sentido a toda a obra criadora, redentora, iniciada pelo Pai, assumida pelo Filho e completada pelo Espírito Santo. O ser humano é convidado a adorar a Deus em três Pessoas e três Pessoas num único Deus. Glórias sejam dadas ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, sendo o fundamento da existência humana e para que um dia as pessoas participem da vida eterna, em comunhão com o Deus Uno e Trino. A seguir dar-se-á uma visão a partir dos santos padres, os primeiros escritores cristãos a respeito da Trindade Santa.

O Batismo em nome da Santíssima Trindade

Os cristãos se distinguiram dos judeus e dos pagãos porque admitiam os convertidos à comunidade de Jesus Cristo e eram batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (Mt 28,19). São Justino de Roma, padre da Igreja, século II disse que os catecúmenos eram conduzidos num lugar onde havia água em vista da regeneração e na recepção de um banho invocando o nome de Deus, Pai soberano do universo, e de Salvador Jesus Cristo e do Espírito Santo [1]. A fé batismal na Trindade Santa teve as suas raízes na experiência pascal das comunidades primitivas, experiência fundada na pessoa de Jesus Cristo que estava unido ao Pai em falar de seu nome, de morrer segundo a sua vontade pela salvação da humanidade e também pela esperança da vinda do Messias na efusão do Espírito Santo [2].

A Trindade em relação à fé batismal

Santo Ireneu de Lião reforçou a Trindade em relação à fé das pessoas que recebiam o batismo. Nas comunidades os catequistas falavam que os convertidos ao cristianismo acreditassem no Deus Pai, incriado, invisível, único Deus, Criador do Universo. Como segundo artigo de fé os educadores tinham presentes o Verbo, Filho de Deus, Jesus Cristo que apareceu aos profetas e assumiu a economia da salvação disposta pelo Pai, que por meio dele foi criado o universo e no final dos tempos virá para recapitular todas as coisas, destruir a morte, restabelecer a comunhão entre Deus e o ser humano (cfr. Ef 2,13-18). O terceiro artigo era o Espírito Santo, de cujo poder os profetas profetizaram e os Padres instruíram-se com relação a Deus, a todas as pessoas que realizaram o bem, mas que veio para renovar a face da terra e o ser humano para Deus (cfr. Sl 104 (103), 30 [3].

A igualdade das Pessoas na Trindade

Orígenes, padre da Igreja em Alexandria, séculos II e III afirmou que na Trindade há igualdade das Pessoas, superando a idéia de diferenças entre as mesmas. A graça do Espírito Santo é comunicada a quem é digno, transmitida por Cristo e é operada pelo Pai, segundo o merecimento das pessoas que a acolham em seus corações. O autor alexandrino disse que o apóstolo Paulo indicou a igualdade de operações ao afirmar que há uma só e mesma potência na Trindade, pois se há diferenças nos dons, o Espírito é o mesmo; há distinções nas ações, no entanto, o Deus é o mesmo que faz as coisas em todos (1 Cor 12,4-7). O apóstolo ensinou com clareza que na Trindade não há nenhuma separação, mas há a igualdade nas Pessoas, pois o dom do Espírito vem do ministério do Filho, é operado por Deus Pai e é repartido a cada um conforme quem o quer (1 Cor 12,11 ) [4].

A Trindade fez o ser humano

Tertuliano, padre da Igreja em Cartago, séculos II e III afirmou que a Trindade fez o ser humano. O fato foi que o Senhor Deus disse : “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança : homem e mulher os fez” (Gn 1,126). O verbo utilizado foi no plural de modo que o Senhor não disse no singular como se fosse uma única Pessoa divina, sendo o Pai e o Filho e o Espírito Santo de modo que falou ao plural, as três Pessoas divinas. O Deus Criador, o Pai já tinha consigo a segunda Pessoa, o Filho, a sua Palavra e a terceira Pessoa, o Espírito Santo de modo que disse ao plural “façamos”. Com quem Deus o fazia semelhante? Ele o fazia semelhante ao Filho, que assumiria a natureza humana com o Espírito Santo que a santificaria já falava na unidade da Trindade como com ministros e testemunhas [5].

Criados e santificados por meio da Trindade

São Cromácio de Aquiléia, bispo nos séculos IV e V, disse que o ser humano foi criado e santificado por meio da Santíssima Trindade. Da mesma forma como a primeira criação foi feita por meio da Trindade, assim também a segunda criação foi feita também pela Trindade. O Pai enviou o seu Filho ao mundo e veio também o Espírito Santo, de modo que uma e idêntica foi a graça da Trindade. O ser humano foi salvo por meio da Trindade, porque esta graça não existiria se ao principio não fosse criado pela Trindade [6].

A Unidade e a Trindade

São Basílio de Cesareia, bispo no século IV disse que a fé cristã leva à pessoa adorar a unidade e a trindade em Deus. Desta forma não existem três princípios, mas apenas um principio, em que o Pai criou as coisas pelo Filho e aperfeiçoou pelo Espírito Santo. O Pai faz tudo por meio do Filho e o Filho perfaz por meio do Espírito. A Sagrada Escritura confirma esta unidade na Trindade. O evangelista João diz que no principio estava com Deus e o Verbo era Deus (Jo 1,1); o Sopro da boca de Deus é o Espírito da Verdade que vem do Pai (Jo 15,26)  [7] e do Filho.

A Santíssima Trindade, amiga do ser humano

São João Damasceno, monge e sacerdote do século VIII teve presente que a Santíssima Trindade é amiga do ser humano. São Três Pessoas co-eternas, mas um único Senhor Deus, reforçando-se a unidade da natureza divina, pois com fé as pessoas aclamam a Majestade divina, a Trindade Santa, liberte os servos que seguem a Trindade das tribulações deste mundo. O povo pede que a Santíssima Trindade, início da vida estabeleça as pessoas nos bens que não mudam, mas quem ficam eternamente. O fiel suplica que a Trindade Santa, amiga do ser humano tenha piedade e tenha misericórdia das pessoas pecadoras, ilumina a todas pela sua benignidade [8].

Unidade na Trindade

Santo Agostinho, bispo de Hipona, dos séculos IV e V reforçou a unidade na Trindade. O ser humano é convidado a acreditar no Pai e no Filho e no Espírito Santo, como um só e único Deus, onipotente, grande, bom, justo, misericordioso, Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, conforme a capacidade humana. Quando se tem presente as Pessoas uma não está desligada das outras. Em relação ao Pai, como um só Deus, não se separe o Filho e o Espírito Santo : o mesmo argumento é dado ao Filho como um só Deus, não seja separado do Pai e do Espírito Santo : da mesma forma é dito do Espírito Santo como um só Deus, não seja separado do Pai e do Filho. Não se trata de três deuses, mas de uma única essência, um só Deus em três Pessoas [9].

A glória seja dada ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, Deus Uno e Trino. O louvor e o agradecimento vão às três Pessoas divinas num único Deus. A unidade e a trindade revigoram as atividades humanas, o engajamento familiar, comunitário, social, as pastorais, os movimentos, os serviços vida da Igreja, no mundo e um dia na eternidade.’

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[1] Cfr. Justino de Roma. I Apologia 61,3. São Paulo, Paulus, 1995, pg. 76.

[2] Cfr. B. Studer. Trinità. In: Nuovo Dizionario Patristico e di Antichità Cristiane. Genova – Milano, Editrice Marietti, 2008, pgs. 5467-5468.

[3] Cfr. Irineu de Lyon. Demonstração da Pregação Apostólica, 6. São Paulo, Paulus, 2014, pgs. 75-76.

[4] Cfr. Orígenes. Tratado sobre os Princípios, 1,3,7. São Paulo, Paulus, 2012, pgs. 92-93.

[5] Cfr. Q.S.F.Tertulliano. Contro Prassea, XII, 1-3Edizione critica com Introduzione, Traduzione italiana, note e indici a cura di Giuseppe Scarpat. Torino, Società Editrice Internazionale, 1985, pgs. 171-173.

[6] Cfr. Cromazio di Aquileia. Sermone 18,4. In: Ogni giorno con i Padri della Chiesa, A cura di Giovanna della Croce, Presentazione di Enzo Bianchi. Milano, Paoline, 1996, pg. 167.

[7] Cfr. Basílio de Cesareia. Tratado sobre o Espírito Santo, 38. São Paulo, Paulus, 1998, pgs. 133-134.

[8] Cfr. Giovanni Damasccno. Ochtoêchos, VIII.  In: Ogni giorno con i Padri della Chiesa, pg. 182..

[9] Cfr. Santo Agostinho. A Trindade, Livro VII, 12. São Paulo, Paulus, 1994, pgs. 256-257. 

 

Fonte : *Artigo na íntegra

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2023-06/gloria-pai-filho-espirito-santo.html

domingo, 30 de maio de 2021

Testemunhos Patrísticos sobre a Santíssima Trindade

 Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

*Artigo da seção 'Pais da Igreja' (Ecclesia)


‘As citações seguintes testemunham o que os primeiros cristãos pensavam sobre a fé na Santíssima Trindade.

«No que diz respeito ao Batismo, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo em água corrente. Se não houver água corrente, batizai em outra água; se não puder batizar em água fria, façai com água quente. Na falta de uma ou outra, derramai três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo»

(Autor desconhecido, ano 90, Didaqué 7,1-3).

«Um Deus, um Cristo, um Espírito de graça»

(Clemente de Roma, ano 96, Carta aos Coríntios 46,6).

«Como Deus vive, assim vive o Senhor e o Espírito Santo»

(Clemente de Roma, ano 96, Carta aos Coríntios 58,2).

«Vós sois as pedras do templo do Pai, elevado para o alto pelo guindaste de Jesus Cristo, que é a sua cruz, com o Espírito Santo como corda».

(Inácio de Antioquia, ano 107, Carta aos Efésios 9,1).

«Procurai manter-vos firmes nos ensinamentos do Senhor e dos apóstolos, para que prospere tudo o que fizerdes na carne e no espírito, na fé e no amor, no Filho, no Pai e no Espírito, no princípio e no fim, unidos ao vosso digníssimo bispo e à preciosa coroa espiritual formada pelos vossos presbíteros e diáconos segundo Deus. Sejam submissos ao bispo e também uns aos outros, assim como Jesus Cristo se submeteu, na carne, ao Pai, e os apóstolos se submeteral a Cristo, ao Pai e ao Espírito, a fim de que haja união, tanto física como espiritual.»

(Inácio de Antioquia, ano 107, Carta aos Magnésios 13,1-2).

«Que não somos ateus, quem estiver em são juízo não o dirá, pois cultuamos o Criador deste universo, do qual dizemos, conforme nos ensinaram, que não tem necessidade de sangue, libações ou incenso. [...] Em seguida, demonstramos que, com razão, honramos também Jesus Cristo, que foi nosso Mestre nessas coisas e para isso nasceu, o mesmo que foi crucificado sob Pôncio Pilatos, procurador na Judéia no tempo de Tibério César. Aprendemos que ele é o Filho do próprio Deus verdadeiro, e o colocamos em segundo lugar, assim como o Espírito profético, que pomos no terceiro. De fato, tacham-nos de loucos, dizendo que damos o segundo lugar a um homem crucificado, depois do Deus imutável, aquele que existe desde sempre e criou o universo. É que ignoram o mistério que existe nisso e, por isso, vos exortamos que presteis atenção quando o expomos.»

(Justino Mártir, ano 151, I Apologia 13,1.3-6).

«Os que são batizados por nós são levados para um lugar onde haja água e são regenerados da mesma forma como nós o fomos. É em nome do Pai de todos e Senhor Deus, e de Nosso Senhor Jesus Cristo, e do Espírito Santo que recebem a loção na água. Este rito foi-nos entregue pelos apóstolos.»

(Justino Mártir, ano 151, I Apologia 61).

«Eu te louvo, Deus da Verdade, te bendigo, te glorifico por teu Filho Jesus Cristo, nosso eterno e Sumo Sacerdote no céu; por Ele, com Ele e o Espírito Santo, glória seja dada a ti, agora e nos séculos futuros! Amém.»

(Policarpo, ano 156, Martírio de Policarpo 14,1-3).

«De fato, reconhecemos também um Filho de Deus. E que ninguém considere ridículo que, para mim, Deus tenha um Filho. Com efeito, nós não pensamos sobre Deus, e também Pai, e sobre seu Filho como fantasiavam vossos poetas, mostrando-nos deuses que não são em nada melhores do que os homens, mas que o Filho de Deus é o Verbo do Pai em idéia e operação, pois conforme a ele e por seu intermédio tudo foi feito, sendo o Pai e o Filho um só. Estando o Filho no Pai e o Pai no Filho por unidade e poder do Espírito, o Filho de Deus é inteligência e Verbo do Pai. Se, por causa da eminência de vossa inteligência, vos ocorre perguntar o que quer dizer ‘Filho’, eu o direi livremente : o Filho é o primeiro broto do Pai, não como feito, pois desde o princípio Deus, que é inteligência eterna, tinha o Verbo em si mesmo; sendo eternamente racional, mas como procedendo de Deus, quando todas as coisas materiais eram natureza informe e terra inerte e estavam misturadas as coisas mais pesadas com as mais leves, para ser sobre elas idéia e operação».

(Atenágoras de Atenas, ano 177, Súplica pelos Cristãos, 10,2-4).

«Como não se admiraria alguém de ouvir chamar ateus os que admitem um Deus Pai, um Deus Filho e o Espírito Santo, ensinando que o seu poder é único e que sua distinção é apenas distinção de ordens?»

(Atenágoras de Atenas, ano 177, Súplica pelos Cristãos 10).

‘Igualmente os três dias que precedem a criação dos luzeiros são símbolo da Trindade : de Deus [=Pai], de seu Verbo [=Filho] e de sua Sabedoria [=Espírito Santo]’

(Teófilo de Antioquia, ano 181, Segundo Livro a Autólico 15,3).

«Com efeito, a Igreja espalhada pelo mundo inteiro até os confins da terra recebeu dos apóstolos e seus discípulos a fé em um só Deus, Pai onipotente, que fez o céu e a terra, o mar e tudo quanto nele existe; em um só Jesus Cristo, Filho de Deus, encarnado para nossa salvação; e no Espírito Santo que, pelos profetas, anunciou a economia de Deus...»

(Ireneu de Lião, ano 189, Contra as Heresias I,10,1).

«Já temos mostrado que o Verbo, isto é, o Filho esteve sempre com o Pai. Mas também a Sabedoria, o Espírito estava igualmente junto dele antes de toda a criação».

(Ireneu de Lião, ano 189, Contra as Heresias IV,20,4).

«Foi estabelecida a lei de batizar e prescrita a fórmula : 'Ide, ensinai os povos batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo'».

(Tertuliano, ano 210, Do Batismo 13).

«Cremos... em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, nascido do Pai como Unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, consubstancial com o Pai, por quem foi feito tudo que há no céu e na terra. [...] Cremos no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai, com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, o qual falou pelos Profetas».

(1º Concílio de Nicéia, ano 325, Credo de Nicéia).

Outras fontes :

Tertuliano : (ano 216) Contra Praxéas 2; 9; 25.

Orígenes : (ano 225) Doutrinas Fundamentais IV,4,1.

Hipólito de Roma : (ano 228) Refutação de Todas as Heresias 10,29.

Novaciano : (ano 235) Tratado sobre a Trindade 11.

Papa Dionísio : (ano 262) Carta a Dionísio de Alexandria 1; 2; 3.

Gregório Taumaturgo : (ano 265) Declaração de Fé.

Sechnall de Irlanda : (ano 444) Hino a São Patrício 22.

Patrício : (ano 447) O Peitoral de São Patrício 1; (ano 452) Confissão de São Patrício 4.


As citações seguintes testemunham o que os primeiros cristãos pensavam sobre a existência de um Deus em Três Pessoas.

‘E mais, meus irmãos : se o Senhor [Jesus] suportou sofrer por nós, embora fosse o Senhor do mundo inteiro, a quem Deus disse desde a criação do mundo : 'façamos o homem à nossa imagem e semelhança', como pode ele suportar sofrer pela mão dos homens?’

(Autor desconhecido, ano 74, Carta de Barnabé 5,5).

«Por isso vos peço que estejais dispostos a fazer todas as coisas na concórdia de Deus, sob a presidência do bispo, que ocupa o lugar de Deus, dos presbíteros, que representam o colégio dos apóstolos, e dos diáconos, que são muito caros para mim, aos quais foi confiado o serviço de Jesus Cristo, que antes dos séculos estava junto do Pai e por fim se manifestou. [...] Correi todos juntos como ao único templo de Deus, ao redor do único altar, em torno do único Jesus Cristo, que saiu do único Pai e que era único em si e para ele voltou. [...] Existe um só Deus, que se manifestou por meio de Jesus Cristo seu Filho, que é o seu Verbo saído do silêncio, e que em todas as coisas se tornou agradável àquele que o tinha enviado».

(Inácio de Antioquia, ano 110, Carta aos Magnésios 6,1; 7,2; 8,2).

«Amigos, foi do mesmo modo que a Palavra de Deus se expressou pela boca de Moisés ao indicar-nos que o Deus que se manifestou a nós falou a mesma coisa na criação do homem, dizendo estas palavras : 'Façamos o homem à nossa imagem e semelhança'. [...] Citar-vos-ei agora outras palavras do mesmo Moisés. Através delas, sem nenhuma discussão possível, temos de reconhecer que Deus conversou com alguém que era numericamente distinto e igualmente racional. [...] Mas esse gerado, emitido realmente pelo Pai, estava com ele antes de todas as criaturas e com ele o Pai conversa, como nos manifestou a palavra por meio de Salomão».

(Justino Mártir, ano 155, Diálogo com o Judeu Trifão 62,1-2.4).

«Por isso e por todas as outras coisas, eu te louvo, te bendigo, te glorifico, pelo eterno e celestial sacerdote Jesus Cristo, teu Filho amado, pelo qual seja dada glória a ti, com Ele e o Espírito, agora e pelos séculos futuros. Amém».

(Policarpo de Esmirna, ano 155, Martírio de Policarpo 14,3).

«[O Pai] enviou o Verbo como graça, para que se manifestasse ao mundo. [...] Desde o princípio, ele apareceu como novo e era antigo, e agora sempre se torna novo nos corações dos fiéis. Ele é desde sempre, e hoje é reconhecido como Filho».

(Quadrato, ano 160, Carta a Diogneto 11,3-4).

«Portanto, não foram os anjos que nos plasmaram - os anjos não poderiam fazer uma imagem de Deus - nem outro qualquer que não fosse o Deus verdadeiro, nem uma Potência que estivesse afastada do Pai de todas as coisas. Nem Deus precisava deles para fazer o que em si mesmo já tinha decretado fazer, como se ele não tivesse suas próprias mãos! Desde sempre, de fato, ele tem junto de si o Verbo e a Sabedoria, o Filho e o Espírito. É por meio deles e neles que fez todas as coisas, soberanamente e com toda a liberdade, e é a eles que se dirige quando diz : 'Façamos o homem à nossa imagem e semelhança'».

(Ireneu de Lião, ano 189, Contra as Heresias IV,20,1).

«Anatematizamos todos aqueles que seguem o erro de Sabélio, os quais dizem que o Pai e o Filho são a mesma Pessoa».

(Concílio de Roma, ano 382, Tomo do Papa Dâmaso, cânon 2).

Outras fontes :

Hermas : (ano 80) O Pastor 12.

Tertuliano : (ano 216) Contra Praxéas 2,3-4; 9,1.

Hipólito de Roma : (ano 228) Refutação de Todas as Heresias 9,7.

Novaciano : (ano 235) Tratado sobre a Trindade 26.

Papa Dionísio : (ano 262) Cartas ao Bispo Dionísio de Alexandria 1,1.

Gregório Taumaturgo : (ano 262) Confissão de Fé 8; 14.

Metódio : (ano 305) Prece ao Salmo 5.

Atanásio : (ano 359) Cartas a Serapião 1,28; (ano 360) Discurso contra os Arianos 3,4.

Fulgêncio de Ruspe : (ano 513) A Trindade 4,1.’

 

Fonte : *Artigo na íntegra http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/pais_da_igreja/testemunhos_patristicos_sobre_santissima_trindade.html