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domingo, 19 de janeiro de 2025

O Testemunho de São Sebastião

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

 
*Artigo de Murillo Henrique Antonio de Oliveira 

 

‘O martírio cristão sempre foi um farol de esperança para os fiéis ao longo da história. Os mártires, ao entregarem suas vidas por amor a Cristo, revelam a força transformadora da esperança cristã — uma esperança que ultrapassa o sofrimento e a morte, iluminando o caminho para a vida eterna. São Sebastião, com seu testemunho de fé e coragem, é um exemplo vivo dessa verdade. Seu martírio nos lembra que a fidelidade a Cristo não apenas sustenta o coração nas adversidades, mas também inspira gerações a permanecerem firmes na fé.

Sebastião (século III) serviu como soldado no exército romano, onde rapidamente ascendeu a posições de destaque. Contudo, ao conhecer o Evangelho, converteu-se e consagrou sua vida ao serviço de Deus e dos irmãos. Mesmo em meio a um ambiente hostil, ele encorajava os cristãos perseguidos e cuidava dos encarcerados. Sua fé foi descoberta e, ao se recusar a renunciar a Cristo, foi condenado a morrer transpassado por flechas. Apesar de sobreviver a esse primeiro ataque, Sebastião foi novamente capturado e martirizado, tornando-se um testemunho inabalável de esperança na ressurreição e na justiça divina.

Sua vida e morte refletem uma das máximas de Santo Agostinho : ‘A esperança tem duas filhas : a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las’. A vida deste santo nos inspira a viver uma esperança ativa e transformadora. Sua conversão nos ensina que a verdadeira fé transforma o coração e guia nossas escolhas. Como bem afirmou o Papa Bento XVI : ‘A esperança cristã nos dá a coragem para suportar as provações e continuar avançando, sabendo que a nossa vida está nas mãos de Deus’ (Spe Salvi, 39). Sebastião viveu essa esperança, enfrentando as adversidades com coragem e confiando plenamente no Senhor.

Essas virtudes heroicas podem ser aplicadas em nossa própria caminhada de fé. Primeiramente, cultivando uma vida de oração e de constância nos sacramentos, especialmente na Eucaristia e na Reconciliação, que nos fortalecem para os desafios do dia a dia. Em segundo lugar, testemunhando nossa fé com obras concretas de caridade, mesmo em ambientes adversos. O Papa Francisco nos recorda que ‘o testemunho cristão é muitas vezes silencioso, mas sempre eficaz e cheio de amor’ (Ângelus, 2017).

Neste Ano Jubilar de 2025, proclamado pelo Papa Francisco, somos convidados a refletir sobre como a esperança cristã pode transformar nossa vida e nos preparar para o encontro definitivo com Deus. Afinal, ‘quem tem esperança vive de maneira diferente’ (Papa Bento XVI, Spe Salvi, 2). O Papa Francisco nos exorta a sermos ‘testemunhas da esperança em um mundo marcado por incertezas’ (Mensagem para o Ano Jubilar, 2024). Inspirados por São Sebastião, somos chamados a olhar para além dos desafios temporais e fixar nossos olhos em Jesus, que é nossa esperança definitiva.

Ao contemplarmos o exemplo de São Sebastião, aprendemos que o martírio, seja físico ou espiritual, é um testemunho poderoso de que nossa verdadeira pátria está no céu, ou, como afirmou o Papa Francisco, ‘é o testemunho de uma vida fiel ao Evangelho’ (Ângelus, 2016). Sua coragem e entrega nos encorajam a viver este Jubileu como um tempo de maior fidelidade a Deus, renovando nossa esperança e oferecendo nossas vidas como um sacrifício de amor. Que ele interceda por nós, para que também sejamos faróis de esperança em um mundo tão necessitado de luz e coragem.’

 

Fonte : *Artigo na íntegra

https://revistaavemaria.com.br/o-testemunho-de-sao-sebastiao.html

sábado, 20 de janeiro de 2024

História de São Sebastião

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

 
*Artigo da Cruz Terra Santa


‘São Sebastião era um soldado romano que foi martirizado por professar e não renegar a fé em Cristo Jesus. Sua história é conhecida somente pelas atas romanas de sua condenação e martírio. Nessas atas de martírio de cristãos, os escribas escreviam dando poucos detalhes sobre o martirizado e muitos detalhes sobre as torturas e sofrimentos causados a eles antes de morrerem. Essas atas eram expostas ao público nas cidades com o fim de desestimular a adesão ao cristianismo.

São Sebastião, soldado romano e cristão

São Sebastião nasceu na cidade de Narbona, na França, em 256 d.C. Seu nome de origem grega, Sebastós, significa divino, venerável. Ainda pequeno, sua família mudou-se para Milão, na Itália, onde ele cresceu e estudou. Sebastião optou por seguir a carreira militar de seu pai.

No exército romano, chegou a ser Capitão da 1ª da guarda pretoriana. Esse cargo só era ocupado por pessoas ilustres, dignas e corretas. Sebastião era muito dedicado à carreira, tendo o reconhecimento dos amigos e até mesmo do imperador romano Maximiano. Na época, o império romano era governado por Diocleciano, no oriente, e por Maximiano, no ocidente. Maximiano não sabia que Sebastião era cristão. Não sabia também que Sebastião, sem deixar de cumprir seus deveres militares, não participava dos martírios nem das manifestações de idolatria dos romanos.

Por isso, São Sebastião é conhecido por ter servido a dois exércitos : o de Roma e o de Cristo. Sempre que conseguia uma oportunidade, visitava os cristãos presos, levava uma ajuda aos que estavam doentes e aos que precisavam.

Missionário no exército romano

De acordo com Atos apócrifos atribuídos a Santo Ambrósio de Milão, Sebastião teria se alistado no exército romano já com a única intenção de afirmar e dar força ao coração dos cristãos, enfraquecidos diante das torturas.

Martírio de São Sebastião

Ao tomar conhecimento de cristãos infiltrados no exército romano, Maximiano realizou uma caça a esses cristãos, expulsando-os do exército. Só os filhos de soldados ficaram obrigados a servirem o exército. E este era o caso do Capitão Sebastião. Para os outros jovens a escolha era livre. Denunciado por um soldado, o imperador se sentiu traído e mandou que Sebastião renunciasse à sua fé em Jesus Cristo. Sebastião se negou a fazer esta renúncia. Por isso, Maximiano mandou que ele fosse morto para servir de exemplo e desestímulo a outros. Maximiano, porém, ordenou que Sebastião tivesse uma morte cruenta diante de todos. Assim, os arqueiros receberam ordens para matarem-no a flechadas. Eles tiraram suas roupas, o amarraram num poste no estádio de Palatino e lançaram suas flechas sobre ele. Ferido, deixaram que ele sangrasse até morrer.

Recuperação

Irene, uma cristã devota, e um grupo de amigos, foram ao local e, surpresos, viram que Sebastião continuava vivo. Levaram-no dali e o esconderam na casa de Irene que cuidou de seus ferimentos.

Segundo martírio de São Sebastião

Depois de curado, Sebastião continuou evangelizando e se apresentou ao imperador Maximiano, que não atendeu ao seu pedido. Sebastião insistia para que ele parasse de perseguir e matar os cristãos. Desta vez o imperador mandou que o açoitassem até morrer e depois fosse jogado numa fossa, para que nenhum cristão o encontrasse. Porém, após sua morte, São Sebastião apareceu a Lucina, uma cristã, e disse que ela encontraria o corpo dele pendurado num poço. Ele pediu para ser enterrado nas catacumbas junto dos apóstolos.

Sepultamento

Alguns autores acreditam que Sebastião foi enterrado no jardim da casa de Lucina, na Via Ápia, onde se encontra sua Basílica. Construíram, então, nas catacumbas, um templo, a Basílica de São Sebastião. O templo existe até hoje e recebe devotos e peregrinos do mundo todo.

Devoção a São Sebastião

Tal como São Jorge, Sebastião foi um dos soldados romanos mártires e santos, cujo culto nasceu no século IV e que atingiu o seu auge nos séculos XIV e XV, tanto na Igreja Católica como na Igreja Ortodoxa. São Sebastião é celebrado no dia 20 de janeiro. Existe também uma capela em Palatino, com uma pintura que mostra Irene tratando das feridas de Sebastião. Irene também foi canonizada e sua festa é no dia 30 de março.

Oração a São Sebastião

São Sebastião glorioso mártir de Jesus Cristo e poderoso advogado contra a peste, defendei a mim, minha família e todo o país do terrível flagelo da peste e de todos os males para que servindo a Jesus Cristo alcancemos a graça de participar de vossa Glória no céu. Amém.’

 

Fonte : *Artigo na íntegra

https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-sao-sebastiao/162/102/

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

São Sebastião, Mártir

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)


Morreu mártir em Roma no começo da perseguição de Diocleciano. Seu sepulcro, na via Ápia, junto das Catacumbas, já era venerado pelos fiéis desde a mais remota antiguidade. 


A Liturgia das Horas e a reflexão no dia de São Sebastião : 

Ofício das Leituras

Segunda leitura
Do Comentário sobre o Salmo 118, de Santo Ambrósio, bispo
(CAp. 20, 43-45. 48: CSEL, 62, 466-468)     (Sec. IV)


Fiel testemunha de Cristo
É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no reino de Deus ( At 14, 22). A muitas perseguições correspondem muitas provações; onde há muitas coroas de vitória, deve ter havido muitas lutas. Portanto é bom para ti que haja muitos perseguidores, pois entre muitas perseguições mais facilmente encontrarás o modo de seres coroado. Tomemos o exemplo do mártir Sebastião; hoje é seu dia natalício.

É originário daqui, de Milão. Talvez o perseguidor já tivesse se afastado ou talvez ainda não tivesse vindo a este lugar, ou fosse mais condescendente. De qualquer modo, Sebastião compreendeu que aqui, ou não haveria luta, ou ela seria insignificante.

Partiu então para Roma, onde por causa da fé havia uma tremenda perseguição. Lá sofreu o martírio, isto é, lá foi coroado. Assim, no lugar onde chegara como hóspede, encontrou a morada da eterna imortalidade. Se só houvesse um perseguidor, talvez este mártir não tivesse sido coroado. Mas o pior é que os perseguidores não são apenas os que se vêem; há também os invisíveis, e estes são muito mais numerosos.

Assim como um único rei perseguidor envia muitas ordens de perseguição, e desse modo em cada cidade ou província há diversos perseguidores, também o diabo envia muitos servos seus para moverem perseguições, não apenas exteriormente mas interiormente, na alma de cada um.

Sobre tais perseguições foi dito : Todos os que querem levar uma vida fervorosa em Cristo Jesus serão perseguidos (2Tm 3, 12). Disse todos, sem exceção. Pois quem de fato poderia ser excetuado, se até o próprio Senhor suportou os tormentos das perseguições?

Quantos há que, às ocultas, todos os dias, são mártires de Cristo e proclamam que Jesus é o Senhor! O apóstolo Paulo, testemunha fiel de Cristo, conheceu este martírio, pois afirmou : A nossa glória é esta : o testemunho da nossa consciência (2Cor 1, 12).


Fonte :
‘In Liturgia das Horas III’, pg. 1194, 1195