Mostrando postagens com marcador Dom Columba Marmion. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dom Columba Marmion. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

O Bem-aventurado Dom Columba Marmion (1858-1923)

 Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

 
*Artigo do Padre Reginald-Ferdinand Poswick, OSB

Abadia de Maredsous, Vice-postulador da causa do Bem-aventurado

 

‘A comunidade beneditina de Maredsous teve o privilégio de ter entre seus membros o seu 3º abade (1909-1923) reconhecido como ‘Bem-aventurado’ pela Igreja universal durante o Grande Jubileu do ano 2000.

Joseph Marmion, irlandês nascido em Dublin em 1858, foi primeiro padre da diocese de Dublin após realizar brilhantes estudos de teologia em Roma. Atraído para o mosteiro de Maredsous por um de seus colegas de estudos belgas, ele se encantou com o mosteiro que concretizava o renascimento católico do final do século XIX. Ele entrou em Maredsous em 1886.

Já em 1899, ele foi enviado para fortalecer a equipe fundadora da Abadia de Mont-César em Louvain (Leuven). Lá, desenvolveu seus talentos como pregador e diretor espiritual, tornando-se, entre outras coisas, o confessor, confidente e amigo daquele que se tornaria o Cardeal Mercier, Primaz da Bélgica.

Como abade de Maredsous (eleito em setembro de 1909), ele teve que administrar com prudência todos os problemas de um grande mosteiro em plena expansão.

A partir de 1917, suas palestras espirituais foram publicadas sob o título Cristo, Vida da Alma. Este compêndio foi seguido por outros dois : Cristo em seus Mistérios e Cristo, Ideal do Monge. Esses escritos tiveram uma influência considerável na formação espiritual de seminaristas, clero, religiosos, religiosas e leigos comprometidos, apresentando a fé cristã centrada na pessoa de Jesus Cristo e fundamentada nas Sagradas Escrituras.

O cerne de sua mensagem era fazer com que os batizados tomassem consciência de que poderiam se tornar, imediatamente e verdadeiramente, filhos de Deus em Jesus Cristo.

Após a Primeira Guerra Mundial, ele fundou, junto com a Abadia de Mont-César (Louvain) e a Abadia de Santo André (Bruges), a Congregação Beneditina Belga da Anunciação, distinta da Congregação Alemã de Beuron, que fundou Maredsous (1920-1922).

Dom Marmion presidiu as celebrações do cinquentenário da fundação de Maredsous em 15 de outubro de 1922. Entretanto, ele faleceu durante uma epidemia de gripe em 30 de janeiro de 1923.

Seu processo de beatificação foi iniciado na diocese de Namur em 1957. Seus restos mortais foram transferidos do cemitério monástico para uma das capelas laterais da basílica abacial em 1963. Foi durante uma visita a essa tumba em 1965 que uma mulher americana recebeu a graça miraculosa da cura de um câncer.

A beatificação de Dom Columba Marmion pelo Papa João Paulo II ocorreu em Roma em 3 de setembro de 2000. A celebração litúrgica de sua festa foi estabelecida em 3 de outubro pela Santa Sé.

Um número cada vez maior de peregrinos vem invocá-lo em seu túmulo ou orar a ele em todo o mundo.

Uma publicação anual (Le Courrier du Bienheureux dom Columba Marmion) mantém informadas as pessoas interessadas sobre informações, publicações e eventos relacionados a essa personalidade agora proposta ao culto público da Igreja Católica.

Extratos

Cristo, Vida da Alma

‘Eu vos enviarei o Espírito Santo’, prometeu-nos Jesus; ‘Ele mesmo vos lembrará tudo o que Eu vos disse’ (Jo 14, 26). O Espírito da Verdade nos ‘lembra as palavras’ de Jesus. O que isso significa? Quando contemplamos as ações de Cristo Jesus, seus mistérios, há momentos em que uma palavra, que lemos e relemos muitas vezes sem que ela nos tenha chamado a atenção, de repente ganha um relevo sobrenatural que antes não lhe conhecíamos. Essa palavra divina, o Espírito Santo, que a liturgia chama de ‘o dedo de Deus’, a grava, a entalha na alma; ela permanece ali para ser uma luz e um princípio de ação; se a alma for humilde e atenta, essa palavra divina realiza seu trabalho silencioso, mas fecundo.

A Fonte da Paz Interior

Desejo sinceramente que você possa adquirir a calma e a paz. O melhor meio de adquirir essa calma é uma resignação absoluta à santa Vontade de Deus; é nessa região que a paz se encontra... Tente não desejar nada, não apegar o seu coração a nada sem antes apresentá-lo a Deus e colocá-lo no Sagrado Coração de Jesus, a fim de querê-lo nele e com ele.

Uma das principais razões pelas quais perdemos a paz da alma é que desejamos algo, que prendemos nosso coração a algum objeto, sem saber se Deus o quer ou não; então, quando um obstáculo se opõe aos nossos desejos, ficamos perturbados, saímos da conformidade com a santa Vontade e perdemos a paz.

Quando somos fiéis em dedicar todos os dias um tempo maior ou menor, de acordo com nossas habilidades e deveres, para conversar com nosso Pai celestial, recolher essas inspirações e ouvir esses ‘lembretes’ do Espírito, então as palavras de Cristo, as Verba Verbi (as palavras daquele que é a Palavra), como Santo Agostinho as chama, multiplicar-se-ão, inundando a alma com Luz divina e abrindo fontes de Vida nela, para que ela possa sempre se saciar. Assim se cumpre a promessa de Jesus Cristo : ‘Se alguém tiver sede, venha a mim e beba; aquele que crê em mim, do seu interior fluirão rios de água viva’. E, acrescenta São João, ‘Ele disse isso a respeito do Espírito que aqueles que nele cressem iriam receber’ (Jo 7, 37-38).’

 

Fonte  : *Artigo na íntegra

https://www.aimintl.org/pt/communication/report/124


quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida!” (Jo 14,6)

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

 
*Artigo de Ricardo Abrahão 

 

‘Jesus Cristo é a própria melodia da Igreja que nos conduz ao Pai. Melodia é condução segura, afinada e precisa. 

O cristão é o homem que busca a Deus sem cessar. Há um sentido de eterna busca e eterno encontro. Sendo assim, a música litúrgica é representação estética e corporal do ‘buscar a Deus’, o fim de nossas vidas, nosso destino, nossa vocação, nossa natureza. A grande tarefa do cristão é a afinação de todo o seu ser com o Pai por meio de Jesus Cristo.

Muitas vezes, pensamos que as palavras são suficientes para uma canção; nem sempre. A melodia pode dizer mais do que as palavras, ou seja, alterar o sentido espiritual e estético do texto. A música litúrgica católica carrega em si o texto sagrado, do contrário, não poderíamos classificá-la como música litúrgica. Muitos cometem graves erros ao compor uma melodia que carrega um afeto diferente do que o texto diz, por isso, é necessário que o músico católico traga consigo o incessante ‘buscar a Deus’! O monge beneditino Dom Columba Marmion (nascido em 1º de abril de 1858 e falecido em 30 de Janeiro de 1923) foi abade em Maredsous, na Bélgica, e nos deixou um tesouro espiritual em suas obras levando-nos ao estado de escuta interior : ‘E qual o caminho para ‘voltar a Deus’? Importa sumamente conhecê-lo, pois, se não tomarmos por esse caminho, não chegaremos a Deus, não atingiremos o fim’. Sem o conhecimento, o músico litúrgico não poderá exercer sua função : executar com maestria as melodias que nos levam a Deus.

Como podemos saber se a música que executamos ou ouvimos está liturgicamente de acordo com o amor de Cristo? Sabendo quem é Jesus! Ele é o modelo : ‘Tudo quanto Jesus fez foi perfeito; não só pelo amor com que fazia, mas também pelo modo como o fazia. Tudo quanto Jesus fez, ainda as mais pequeninas ações, eram ações de um Deus, infinitamente agradáveis ao Pai. Por consequência, elas são para nós ‘exemplos a imitar’, modelos de perfeição : ‘Exemplum dedi vobis, ut quemadmodum ego feci vobis ita et vos faciatis’ (Jo 13,15; ‘Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais’)’, diz Dom Columba Marmion aos que desejam ser verdadeiros seguidores de Cristo.

A música sacra possui beleza, vida e elementos terapêuticos porque é intimamente ligada ao Cristo e à sua doutrina de vida, portanto, é dever de todos zelar pela música da mesma forma que Maria Santíssima disse nas bodas de Caná : ‘Fazei tudo o que Ele vos disser!’ (Jo 2,5). Jesus já nos disse tudo por meio de sua paixão e ressurreição!

‘Contemplemos, pois, no Evangelho os exemplos de Jesus, que eles são a norma de toda a santidade humana. Se vivermos unidos a Jesus pela fé na sua doutrina, pela imitação das suas virtudes, principalmente das suas virtudes religiosas, chegaremos seguramente a Deus.’ (Dom Columba Marmion).’

 

Fonte : *Artigo na íntegra

https://revistaavemaria.com.br/eu-sou-o-caminho-a-verdade-e-a-vida-jo-146.html


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Dom Columba Marmion, Bem-Aventurado

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)



O Beato Columba Marmion nasceu em Dublin (Irlanda), a 1º de abril de 1858 e foi batizado com o nome de José. O pai era irlandês e a mãe era francesa. Tornou-se sacerdote da diocese de Dublin em 1881, após ter concluído brilhantemente os estudos teológicos em Roma. Descobriu a vida beneditina durante a permanência por alguns dias em Maredsous, na Bélgica, abadia fundada em 1872 pelo Mosteiro de Beuron (Alemanha), um dos centros que favoreceram na Igreja o retorno às fontes bíblicas, litúrgicas, patrísticas, ecumênicas : ideal fascinante para o jovem irlandês de alma missionária e contemplativa. Ingressou em Maredsous em 1886, fazendo sua profissão a 10 de fevereiro de 1891. Foi cogitada sua vinda ao Brasil (Olinda), em 1896, para ajudar Dom Gerardo van Caloen e demais monges alemães e belgas que no ano anterior tinham iniciado a restauração da vida monástica do nosso país. Declarou-se disponível, mas no fim seu abade não desejou sua saída de Bélgica. Já abade, escreverá a Dom Gerardo : ‘A obra (de restauração) do Brasil tem as minhas simpatias mais sinceras e quero favorecer toda verdadeira vocação (para aí)’ - carta de 20.10.1909. Dom Columba será enviado a Louvain em 1899 para auxiliar na fundação da Abadia de Mont-César. Aí desenvolveu seus dons de pregador e de diretor espiritual, tornando-se confessor, confidente e amigo do futuro cardeal Mercier, primaz da Bélgica. Foi eleito Abade de Maredsous em setembro de 1909, ocupando o cargo até a morte, a 30 de janeiro de 1923.

Em 1971 foi publicada uma versão escrita de suas conferências espirituais, ‘Jesus Cristo, vida da alma’, seguido de ‘Jesus Cristo nos seus mistérios’ e de ‘Jesus Cristo, ideal do monge’. Todos estes livros tiveram uma influencia considerável na formação espiritual de seminaristas, do clero, dos religiosos e religiosas, dos leigos, também no Brasil. É considerado um dos grandes mestres espirituais do século XX.

Dom Columba Marmion foi beatificado pelo Papa João Paulo II, em Roma, a 3 de setembro de 2000, no contexto do Ano Santo, juntamente com os Papas Pio IX, João XXIII, o arcebispo de Gênova, Tomas Reggio e o sacerdote francês Guilherme José Chaminade. Sua comemoração litúrgica é feita a 3 de outubro (mas nos mosteiros do Brasil, com autorização da Santa Sé, a 30 de janeiro).

‘Dom Marmion – disse João Paulo II na cerimônia de beatificação – deixou-nos um autentico tesouro de ensino espiritual para a Igreja do nosso tempo. Nos seus escritos, ele ensina um caminho de santidade, simples e portanto exigente, para todos os fiéis que Deus, por amor, destinou para serem seus filhos adotivos em Jesus Cristo (cf. Ef 1, 5). Jesus Cristo, nosso Redentor, fonte de toda a graça, está no centro da nossa vida espiritual, é o nosso modelo de santidade’.


Alguns pensamentos tirados dos escritos do Beato Columba Marmion :

A adoção filial
É a todos os filhos de adoção, a todos os que são irmãos de Jesus pela graça santificante, que o Espírito Santo foi dado. Tal Dom é divino e contém os dons mais preciosos de vida e de santidade : por isso sua efusão em nós é uma fonte de alegria que enche todo o mundo (Jesus Cristo em seus mistérios).

Imitar Jesus
Cristo é o modelo perfeito de nossa santidade. Deus encontra nele todas as suas delícias. E as encontra em nós, na medida de nossa semelhança com Jesus (A união com Deus).

Cristo, meu próximo
Eu não tenho receio de dizer que uma alma que se eleva sobrenaturalmente, sem reservas, em direção a Cristo na pessoa do próximo, ama muito a Cristo e por ele é infinitamente amada; ela fará grandes progressos na união com Nosso Senhor (Jesus Cristo, vida da alma).

A chamada beneditina e o Evangelho
A espiritualidade de São Bento provém diretamente do Evangelho; a grandeza, a simplicidade, o vigor e a suavidade derivam dessa fonte e tornam-se um traço característico dela (Jesus Cristo, ideal do monge).

A perfeição do monge
Estou cada vez mais persuadido que a perfeição do monge é expressa nas palavras de São Francisco de Sales : ‘nada desejar, nada pedir, nada recusar’ (carta a Dom Gerardo van Caloen, 1897).

 ------------------------------------------------------------- 

Oração

Deus, nosso Pai,
nos destes a graça
de conhecer Vosso Filho em seus mistérios.

A vosso servo Columba
destes o talento,
de falar em Vós.
Ele o fez frutificar
mediante sua irradiação
em todo o mundo.

Graças a seu ensinamento,
os batizados se tornam mais conscientes
que são vossos filhos e são convidados
a ver e a viver cada coisa em Cristo.

Sabemos agora que nossa fraqueza
é assumida na fraqueza de Cristo,
aquela que ele tomou sobre si
para dar-nos em troca a força do Espírito.

Daí somos encorajados
a fazer parte do povo bendito
dos pobres e dos sofredores
aos quais ofereceis o vosso conforto
e a quem abris sem descanso
os mistérios do Reino,
por Jesus, vosso Filho, que vive convosco
e com o Espírito Santo
agora e para sempre. Amém.

------------------------------------------------------------- 

As graças recebidas pela intercessão do Beato Columba Marmion devem ser comunicadas ao Vice-Postulador da Causa de Canonização, Dom José Palmeiro Mendes, OSB, Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, Rua Dom Gerardo, 68 – Centro – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20090-030 ou por e-mail : djose@osb.org.br

A ele também podem ser solicitadas estampas, medalhas, etc...


Fonte :
Encarte - Edições Lumen Christi - 2013