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sexta-feira, 10 de maio de 2024

Maria, mãe da Igreja e nossa mãe

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

  

*Artigo do Padre Flávio José Lima da Silva


A pequena judia, a jovem Maria, conhecida como Maria de Nazaré foi agraciada para ser a mãe de Jesus Cristo, o Emanuel (Deus conosco). Quis Deus na plenitude do tempo enviar ao mundo o seu Filho, nascido de uma mulher (cf. Gl, 4,4-5). Esse querer de Deus para com a humanidade é um gesto de amor incondicional, pois Ele renova sua aliança com a encarnação do Verbo que se faz carne e habita no meio de nós. 

Maria, obediente à mensagem de Deus, transmitida pelo anjo, assume a maternidade e aceita ser a mãe do Verbo Divino. Esse ‘sim’ de Maria garante à humanidade a presença real do Filho de Deus, que traz o rosto misericordioso do Pai e apresenta o itinerário que devemos seguir para termos a certeza da salvação. Esse itinerário consiste em amar e perdoar sem medidas, acolher sem restrições e ensinar com fidelidade o que Jesus Cristo nos ensinou.

Maria teve um papel fundamental no projeto de Deus para a salvação da humanidade, pois ela educou Jesus, junto com José, pai adotivo dele, com maestria e Ele, certamente, foi obediente aos seus pais e colocou em prática tudo o que lhe fora ensinado. Para ilustrar, um exemplo claro de sua obediência encontra-se nas bordas de Caná (cf. Jo 2,1-12), em que numa festa de casamento o vinho veio a faltar e Maria falou com Jesus e orientou aos que estavam servindo para fazer tudo o que Ele pedisse. O autor sagrado diz que esse acontecimento foi o início dos milagres que Jesus. Daí surge uma pergunta : por que Maria falou com Jesus sobre a falta de vinho? Ela tinha consciência da missão de seu Filho e, como mãe, Maria estava atenta e percebeu que a falta do vinho era uma decepção para os convidados e também para o casal que festejava seu casamento. No entanto, o milagre aconteceu e a festa continuou, com o melhor vinho. Vale lembrar que a mãe jamais quer o sofrimento de seus filhos e filhas, faz de tudo para que a alegria esteja sempre presente. A mãe cuida, educa, protege, acolhe e orienta. Maria é o grande modelo de mãe.

Maria, mãe da Igreja e também nossa mãe, é assim que nós católicos a compreendemos e temos essa certeza, tendo em vista o ‘sim’ que ela deu ao mensageiro de Deus. A Constituição Dogmática Lumen Gentium dedica o capítulo oitavo a Maria, que em sua essência confirma-a como a mãe da Igreja, sendo o modelo que ela é para nós, a primeira cristã; foi ela que no seu ventre materno deu à luz Cristo, santo de Deus, o pão vivo que nos garante a vida eterna. Como mãe da Igreja e nossa, Maria é exemplo de doação e de fidelidade a Deus.

Peçamos a intercessão dela para viver o mais plenamente possível a vida cristã. Como discípulos(as) e missionários(as), busquemos dar sempre o nosso ‘sim’ na construção do Reino como Maria, nossa mãe e mãe da Igreja, deu.

 

Fonte : *Artigo na íntegra

https://revistaavemaria.com.br/maria-mae-da-igreja-e-nossa-mae.html 


sexta-feira, 3 de maio de 2024

Nossa Senhora da Ressurreição

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

 
*Artigo do Padre Brás Lorenzetti


A espiritualidade da caminhada quaresmal nos conduz à conversão e ao amadurecimento na fé, tudo para vivenciar em profundidade e entusiasmo a Páscoa do Senhor.

Em paralelo a essa caminhada da Igreja, acompanhamos o amadurecer da fé da primitiva comunidade cristã, que passou da descrença e da falta de compreensão à profissão da fé na ressurreição.

Nessa caminhada, narrada pelo capítulo 20 do Evangelho de João, é impossível não pensar na presença constante de Maria acompanhando os discípulos e animando-os num momento de desânimo e tristeza pela morte de Jesus. É bem verdade que eles tinham sido advertidos : ‘É necessário que o Filho do Homem seja rejeitado (…) levado à morte e que ressuscite ao terceiro dia’ (Lc 9,22), porém, parecia uma realidade tanto distante quanto impossível de acreditar.

Foi com a sua intuição de mãe e sua fé inabalável que Maria ajudou a comunidade a acender a chama da fé, fazê-la crescer a ponto de todos se tornarem testemunhas. Assim é que podemos compreender as palavras de Jesus a Maria e ao discípulo – ‘Mulher, eis aí teu filho’ (Jo 19,26) – e ao discípulo – ‘Eis aí tua mãe’ (Jo 19,27). Nessas palavras podemos ver com propriedade que Jesus entrega a comunidade cristã aos cuidados de Maria e, ao mesmo tempo, entrega Maria à Igreja.

 Por trás da caminhada de fé da primitiva comunidade cristã está a presença e atuação da Virgem Maria, dando forças, alegria e coragem aos que agora se consideram irmãos na fé.

Maria não só deu o seu ‘sim’ para que Jesus Cristo, o Salvador, fizesse-se homem como colaborou decisivamente para o nascimento, o crescimento e o amadurecimento da comunidade cristã e por isso ela é chamada Maria da Ressurreição. Deus Pai ressuscitou Jesus Cristo no terceiro dia; da desesperança, depois de um simbólico terceiro dia, Maria reuniu e fez ressuscitar na fé a comunidade dos discípulos, chamando de volta os que já tinham retornado às suas antigas atividades.

Por que Maria não é citada nos evangelhos? Certamente porque a preocupação quando o Evangelho foi escrito era comunicar o fato absolutamente extraordinário da ressurreição; só mais tarde é que vem a reflexão sobre o papel de Maria, mãe de Jesus.

Ó, Maria da Ressurreição, rogai por nós!

 

Fonte : *Artigo na íntegra

https://revistaavemaria.com.br/nossa-senhora-da-ressurreicao.html