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sexta-feira, 8 de julho de 2022

Da lágrima à alegria

 Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

  
*Artigo do Padre Geovane Saraiva,

jornalista, colunista e pároco

de Santo Afonso de Fortaleza, CE

 

‘O verdadeiro discípulo – ou seguidor – de Jesus de Nazaré, obediente às ordens da vontade divina, ao degustar daquela energia auspiciosa do poder de Deus, descobre e aprende, pela graça libertadora, que a esperança na vida em Deus tem sua diferença. Nós, que nascemos por ordem divina, pela mesma vontade misteriosa da sabedoria, somos conduzidos também pelo desígnio e pela ordem suprema e seremos restituídos à terra por causa dos limites e das contradições, contingências humanas.

Temos o desejo de encontrar, na finitude das coisas, a infinitude do Cristo Senhor, presente na vida humana, livrando-nos dos laços do mundo e dos laços do corpo, já participando aqui do começo do seu reinado. Na fé, não dispensar a completa clareza, de que salvos seremos, pois, pela morte do Filho Unigênito de Deus, por vosso chamado, acordaremos para a vida feliz e definitiva : a reconciliação, sendo ‘novas todas as coisas’.

Que Deus nos dê a graça de sempre e cada vez mais compreender a vida humana na face da terra, no seu clamor, acompanhado de lágrimas e gemidos, sendo realidade deplorável de oceanos, rios, florestas e de tudo que aqui contraria o projeto santo de Deus, indo à beira do abismo, sendo a humanidade desafiada a sair da indiferença, de fazer sua parte, sem contar com outro caminho ou alternativa, não se dispensando o referencial e legado de Francisco de Assis, entre outros, o irmão fascinado por Deus e por suas criaturas.

Foi Deus, autor da vida, que quis que seu Filho Primogênito, médico dos corpos e das almas, assumisse nossas enfermidades e todos os males contidos no mundo, para nos socorrer na hora das provações; também santificar e confortar as pessoas na experiência da angústia e da dor. É a nossa parcial bondade que clama pela existência da bondade infinita. O nosso poder relativo vocifera ou conclama pela existência da onipotência. A nossa humanidade grita pela divindade, na expectante confiança de que, pelo Espírito de Deus, se chegue à prometida vitória pascal. Amém!

 

Fonte : *Artigo na íntegra

https://domtotal.com/noticia/1583309/2022/07/da-lagrima-a-alegria/

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Dia da Vida Consagrada : mensagem dos bispos italianos

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)



‘‘Os religiosos mostram que a verdade do poder é o serviço, a verdade da posse é a custódia e a doação, a verdade do prazer é a gratuidade do amor. A verdade da morte é a Ressurreição.’ É o que afirmam os bispos italianos na Mensagem para o Dia da Vida Consagrada, que será celebrado na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro.


Consagrados expressam alegria

No texto, os bispos ressaltam que o povo pede às pessoas consagradas ‘olhos que saibam escrutar a história olhando para além das aparências muitas vezes contraditórias da vida, que deixem transparecer proximidade e novas possibilidades, que iluminem com ternura e paz. É isso que distingue quem coloca a própria vida nas mãos de Deus : um olhar aberto, livre, confortador, que não exclui ninguém, abraça e une– reporta a agência Sir.

A mensagem prossegue dizendo : ‘É verdade o que escreve o Papa Francisco em sua Carta a todos os consagrados : Onde quer que haja consagrados, aí está a alegria! Isso acontece porque eles reconhecem em si mesmos, e em todos os lugares e momentos da vida, a obra de um Deus que nos salva com alegria. O cansaço e a decepção são experiências comuns em cada um de nós : benditos aqueles que nos ajudam a não curvar-nos em nós mesmos e a não fechar-nos em escolhas cômodas e de curto alcance’.


Consagrados deem respostas adequadas aos desafios de hoje

Alegremo-nos, portanto, com a presença das consagradas e dos consagrados em nossas comunidades. Façamos festa com eles, agradecendo por uma história rica de fé e de humanidade exemplares e pela paixão que mostram hoje no seguir Cristo pobre, casto, obediente’ – prossegue a Mensagem do Conselho episcopal permanente.

Os bispos italianos depositam grande confiança em vocês, irmãs e irmãos caríssimos, sobretudo pela contribuição que podem dar para renovar o impulso e o frescor da nossa vida cristã, de modo a elaborar juntos formas novas de viver o Evangelho e respostas adequadas aos desafios atuais.


Consagrados ajudem a Igreja a desenhar o novo humanismo cristão

Após recordar a exortação do Papa aos consagrados (‘Despertai o mundo’), criando ‘outros lugares onde se viva a lógica evangélica da doação’, o texto ressalta que ‘as pessoas consagradas se unem ao amor absoluto de Deus por todo homem a fim de que ninguém se perca’.

Em seguida, é evidenciada também a ‘feliz coincidência’, este ano, com a celebração do V Congresso eclesial nacional italiano, em Florença, de 9 a 13 de novembro próximo, com o tema ‘Em Jesus Cristo o novo humanismo’.

A obra de tantas pessoas consagradas – ressaltam os bispos – seja cada vez mais o sinal do abraço de Deus ao homem e ajude nossa Igreja a desenhar o novo humanismo na concretude e na perspicácia do amor.


Fonte :
* Artigo na íntegra de http://www.news.va/pt/news/dia-da-vida-consagrada-mensagem-dos-bispos-italian
  

segunda-feira, 26 de maio de 2014

São Filipe Néri, Presbítero

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)



Nasceu em Florença (Itália), em 1515. Indo para Roma, aí começou a dedicar-se ao apostolado da juventude, e estabeleceu uma associação em favor dos doentes pobres, levando uma vida de grande perfeição cristã. Foi ordenado presbítero em 1551 e fundou o Oratório que tinha por finalidade dedicar-se à instrução espiritual, ao canto e às obras de caridade. Notabilizou-se sobretudo por seu amor ao próximo, pela sua simplicidade evangélica e pela sua alegria no serviço de Deus. Morreu em 1595.


A Liturgia das Horas e a reflexão no dia de São Filipe Néri, Presbítero :

Ofício das Leituras

Segunda leitura
Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
(Sermo 171,1-3.5:PL38,933-935)      (Séc. V)

Alegrai-vos sempre no Senhor
O Apóstolo manda que nos alegremos, mas no Senhor, não no mundo. Pois afirma a Escritura : A amizade com o mundo é inimizade com Deus (Tg 4,4). Assim como um Homem não pode servir a dois senhores, da mesma forma ninguém pode alegrar-se ao mesmo tempo no mundo e no Senhor.

Vença, portanto, a alegria no Senhor, até que termine a alegria no mundo. Cresça sempre a alegria no Senhor; a alegria no mundo diminua até acabar totalmente. Não se quer dizer com isso que não devamos alegrar-nos, enquanto estamos neste mundo; mas que, mesmo vivendo nele, já nos alegremos no Senhor.

No entanto, pode alguém observar : “Eu estou no mundo; então, se me alegro, alegro-me onde estou”. E daí? Por estares no mundo, não estás no Senhor? Escuta o mesmo Apóstolo, que falando aos atenienses, nos Atos dos Apóstolos, dizia a respeito de Deus e do Senhor, nosso Criador : Nele vivemos, nos movemos e existimos (At 17,28). Ora, quem está em toda parte, onde é que não está? Não foi para isto que fomos advertidos? O Senhor está próximo! Não vos inquieteis com coisa alguma (Fl 4,5-6).

Eis uma realidade admirável : aquele que subiu acima de todos os céus, está próximo dos que vivem na terra. Quem está tão longe e perto ao mesmo tempo, senão aquele que por misericórdia se tornou tão próximo de nós?

Na verdade, todo o gênero humano está representado naquele homem que jazia semimorto no caminho, abandonado pelos ladrões. Desprezaram-no, ao passar, o sacerdote e o levita; mas o samaritano, que também passava por ali, aproximou-se para tratar dele e prestar-lhe socorro. O Imortal e Justo, embora estivesse longe de nós, mortais e pecadores, desceu até nós. Quem antes estava longe, quis ficar perto de nós.

Ele não nos trata como exigem nossas faltas (Sl 102,10), porque somos filhos. Como podemos provar isto? O Filho único morreu por nós para deixar de ser único. Aquele que morreu só, não quis ficar só. O Unigênito de Deus fez nascer muitos filhos de Deus. Comprou irmãos para si com seu sangue. Quis ser condenado para nos justificar; vendido, para nos resgatar; injuriado, para nos honrar; morto, para nos dar a vida.

Portanto, irmãos, alegrai-vos no Senhor (Fl 4,4) e não no mundo; isto é, alegrai-vos com a verdade, não com a iniqüidade; alegrai-vos na esperança da eternidade, não nas flores da vaidade. Alegrai-vos assim onde quer que estejais e em todo o tempo que viverdes neste mundo. O Senhor está próximo! Não vos inquieteis com coisa alguma.


Fonte :
‘In Liturgia das Horas II’, 1593, 1595