domingo, 26 de abril de 2020

Pele, carne e ossos


Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

 Somos agressivamente apunhalados, porque moramos sozinhos; e também devido à impaciência de um espaço, casa ou apartamento estreito, na convivência humana em família.
 *Artigo do Padre Geovane Saraiva,
jornalista, colunista e pároco
de Santo Afonso de Fortaleza, CE


‘O isolamento, ou confinamento, como queiram, em nossos aposentos ou casas, pesa e exige enorme renúncia, mas incomparavelmente menor, diante da dolorosa angústia de muitos irmãos e irmãs que passam pelo sofrimento na própria pele, carne e ossos, pela devastação da Covid-19, e também pelas pessoas relacionadas : os seus cuidadores.

Ficar em casa custa muito, sim! Como é indispensável com ponderações, nestes tempos de Coronavírus! Somos todos, agressivamente, atingidos por tal força devastadora, em primeiro lugar, por causa da idade avançada de muitas pessoas que moram sozinhas; e também devido o incômodo de um espaço, seja numa casa ou um apartamento pequeno, sem esquecer a cruz pesada da aglomeração, exigindo-se renúncia e doação, para que a convivência humana em família seja boa saudável.

Distanciados dos próprios interesses, vontades pessoais e individuais, convém lembrar, mais do que nunca, que, na dadivosa vontade divina, o que mais importa nessa circunstância é a vida como dom e graça. Vejamos e sintamos, providencialmente, aos olhos da fé e da esperança, dessa maneira, a mão afável de Deus a se manifestar em nosso favor.

Associados ao mistério da encarnação, na Anunciação do Senhor, quando Jesus entra no mundo querendo uma única coisa : habitar entre os seres humanos e reconciliar todas as coisas consigo mesmo, como na seguinte manifestação : ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!’. Depois da mensagem de Deus pelo anjo Gabriel, em meio às perplexidades, temos a resposta de Maria : ‘Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra’ (cf. Lc 1, 38). Assim seja!’


Fonte :
* Artigo na íntegra

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