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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Sudão do Sul : Mais de um milhão de refugiados

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

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‘O total de refugiados sul-sudaneses a viver em países vizinhos bateu a marca de mais de um milhão, informa a agência da ONU para refugiados (Acnur).

Com isso, o Sudão do Sul passa a fazer parte do grupo de países que já produziram mais de um milhão de refugiados, ao lado da Síria, do Afeganistão e da Somália.

Na sexta-feira, 16 de setembro, o porta-voz da agência, Leo Dobbs, disse que a maioria dos que fogem do Sudão do Sul é composta de mulheres e crianças. Entre eles estão sobreviventes de ataques violentos e violações sexuais, menores separados de suas famílias, idosos e pessoas com deficiência. Muitos estão precisando de cuidados médicos urgentes.

Mais de 75% das pessoas que deixaram o Sudão do Sul recentemente foram para o Uganda, mas também há um grande número de sul-sudaneses no oeste da Etiópia, na região de Gambella. Alguns foram para o Quênia, República Centro-Africana e a República Democrática do Congo, RD Congo.

O Sudão do Sul, o mais novo país da ONU, completou cinco anos de existência em meio a uma grave crise de violência entre os simpatizantes do presidente Salva Kiir e do ex-vice-presidente Riek Machar.

Centenas de milhares de pessoas estão precisando de ajuda. Mais de 1,6 milhão são deslocadas internas. Ao todo, o Uganda está a abrigar mais de 373 mil refugiados do conflito sul-sudanês.

Muitos refugiados chegam exaustos ao país de asilo após caminharem a pé vários dias pelo mato com sede e com fome. Muitas crianças ficaram órfãs de pai, mãe ou ambos.

Várias crianças mais velhas acabam tendo que cuidar dos irmãos menores.

O país vizinho, Sudão, está a abrigar o terceiro maior número de refugiados sul-sudaneses com mais de 247 mil pessoas que continuam a entrar na nação pelo leste de Darfur ou os estados do Nilo Branco.

Os refugiados também se deslocam, em menor número, para o Quênia, a RD Congo e a República Centro-Africana desde o retorno dos combates em julho.’


Fonte :


quarta-feira, 8 de junho de 2016

Filhos da má sorte

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

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*Artigo de Paulo Aido,
Jornalista


 Em redor dos bairros luxuosos de Luanda, ilhas perfumadas no meio do lixo dos musseques, vivem milhões de pessoas. O afundamento do preço do petróleo veio tornar ainda mais difícil a vida desta multidão de pobres, de excluídos. Entre estes filhos da má sorte, há milhares de crianças que vivem na rua.


‘Há cicatrizes que não se apagam da memória. Ainda hoje, Angola parece não conseguir libertar-se dos tempos atrozes da guerra civil. Esses 27 anos de sofrimento parecem ter reaparecido agora com a recente crise do petróleo que fez soar todos os gritos de alarme. A economia do país, dependente do chamado ouro negro, entrou em colapso, com um aumento galopante do número dos muito pobres que rivalizam com a riqueza quase obscena de uns quantos, privilegiados.

Os bispos denunciaram este estado de coisas na sua mais recente nota pastoral. Nesse documento, os prelados afirmam que esta crise não pode ser explicada apenas pela queda do preço do petróleo, sendo necessário apontar o dedo à ‘falta de ética, má gestão do erário público e corrupção generalizada’ no país. O fim da guerra e a euforia do dinheiro fácil do petróleo transformaram a capital angolana numa terra desejada.

Hoje, Luanda é das cidades mais caras do mundo, o que é difícil de entender nos becos dos musseques onde vivem milhões na mais abjeta pobreza. É um contraste criminoso. Casas luxuosas e barracas imundas, quase lado a lado. As palavras dos bispos são a verbalização de um sentimento coletivo. Dizem os bispos que ‘a falta de critérios no uso dos fundos públicos, gastos exorbitantes e importação de coisas supérfluas’ explicam, em parte, a situação a que se chegou.

  
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Meninos da rua

Entre a nova geração de excluídos há os que, tendo nascido já depois do fim da guerra, nunca souberam o que significa viver em paz : são os meninos da rua. Em Luanda há bairros onde é fácil encontrar crianças e jovens que perderam a família, que desconhecem a palavra ‘carinho’, que não sabem o que é a escola, cama, comida na mesa. É nesses emaranhados de barracas, nessas ruas estreitas e perigosas, com esgotos a céu aberto, que vivem dezenas, centenas de crianças. Em Luanda há dois centros de acolhimento para crianças de rua : a Casa Magone e a Casa Mamã Margarida. São dois projetos da Igreja em que se procura dar resposta a esta chaga social. As crianças que chegam a estas casas vêm com os olhos carregados de medo e trazem consigo histórias terríveis de exploração sexual, de violência, de doença. Muitos cheiram gasolina, que é a droga das periferias. Ninguém sabe ao certo quantos meninos de rua haverá em Luanda. Serão, por certo, mais de cinco mil. Estes filhos da má sorte andam pelas ruas como se fossem invisíveis, mas graças aos responsáveis da Casa Magone e da Casa Mamã Margarida vão conseguindo fintar o futuro negro que lhes estava reservado.’


Fonte :
* Artigo na íntegra


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Líder salafita defende fechamento de igrejas na Argélia


Iglesia Católica Sirira -Kirkuk-Irak

‘O Presidente da Frente Livre Salafita da Argélia, Abdel Fattah Zarawi, defende que todas as igrejas cristãs presentes no território argelino sejam fechadas e transformadas em mesquita. A medida seria em resposta aos ‘episódios de islamofobia’ que, na sua opinião, estariam se espalhando em muito países europeu, a começar pela França.

Segundo fontes argelinas, reportadas pela Agência Fides, a campanha ‘anti-igrejas’ foi lançada nas redes sociais e em blogs ligados a grupos salafitas. O grupo também defende que as Basílicas de Nossa Senhora da África, em Argel, e de Santo Agostinho, em Annaba sejam fechadas, pois são ‘resíduos da época colonial da qual o país deve ser libertado’’.


Fonte :
* Artigo na íntegra de http://www.news.va/pt/news/lider-salafita-defende-fechamento-de-igrejas-na-ar

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Acre volta a enviar haitianos para São Paulo sem avisar

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)

  
Após polêmica do ano passado, eles ainda são mandados para a capital sem saber para onde ir e o que fazer

‘Ao menos duas vezes por semana, ônibus vindos do Acre têm despachado estrangeiros, sem qualquer aviso, em São Paulo. Os veículos chegam de madrugada e deixam os imigrantes, a grande maioria haitianos, na Barra Funda, sem qualquer informação ou assistência.

Em janeiro, 600 imigrantes chegaram à cidade e foram acolhidos na pastoral Missão Paz e em abrigos municipais.

O Acre recebeu R$ 3,385 milhões do governo federal para o custeio da viagem dos estrangeiros a São Paulo.

Em contrapartida, o Acre deve garantir que os haitianos só sejam enviados após a emissão de documentos (CPF, carteira de trabalho e o protocolo de entrada no Brasil). O Acre deve, ainda, garantir condições dignas de viagem (alimentação e higiene).

Outra obrigação é avisar os assistentes sociais da prefeitura sobre o envio dos estrangeiros, o que passou a ser feito no ano passado após o problema ser divulgado pela imprensa.

Agora, porém, o próprio secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre, Nilson Mourão, admite não mais avisar Estado ou prefeitura ‘São Paulo já sabe disso há muito tempo, não precisa ficar avisando toda vez. Ninguém nos avisa quando chegam aqui ao Acre. Porque temos que avisar?

Para o padre Paolo Parise, responsável pela Missão Paz, é ‘preocupante’ a forma como os estrangeiros são ‘jogados’ em São Paulo. Segundo ele, os imigrantes não têm grana para comer na viagem de quatro dias e não são informados onde podem buscar ajuda na capital.


Visto humanitário

Segundo a Polícia Federal, 17 mil dos 28,9 mil estrangeiros que entraram no país em 2014 vieram pelo Acre. A maioria são haitianos, que têm direito ao visto humanitário para ficar no Brasil, por causa do terremoto que devastou o país em 2010.

Para Camila Assano, coordenadora da Conectas, ONG de proteção aos direitos humanos, a política do governo federal é ‘um desastre’, pois não dá a integração adequada e estimula o preconceito.

Sem ajuda governamental, a Missão Paz gasta R$ 2 milhões por ano para abrigar imigrantes. ‘Estamos no limite. Temos vaga para 110 pessoas, mas sempre acabamos abrigando mais’, afirmou Parise.



Fonte :
* Artigo na íntegra de http://media.wix.com/ugd/f12d03_1ea5899443054c01a6b36e66bad7b7c9.pdf