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domingo, 10 de janeiro de 2016

Ecumenismo : Báculo de São Gregório na Catedral anglicana de Cantuária

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)


Uma iniciativa cultural e religiosa de grande significado ecumênico : a partir desta sexta-feira até o próximo dia 18 deste mês de janeiro estará exposto na Catedral anglicana de Cantuária, na Inglaterra, a extremidade curva do báculo de São Gregório Magno, ou seja, a parte superior, com a ponta curva, do báculo.

A exposição temporânea dá-se por ocasião da reunião dos Primazes da Comunhão anglicana, que terá lugar de 11 a 16 de janeiro. A relíquia é historicamente conservada no mosteiro de ‘São Gregório al Celio’ de Roma.

O presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi, ressalta o valor ‘altamente simbólico do empréstimo’ da relíquia, ‘preciosa para a Igreja da Inglaterra que venera no Papa São Gregório o promotor da missão evangelizadora do povo anglo-saxônico e, portanto, sinal da ligação que une espiritualmente as Igrejas católica e anglicana’.

De fato, foi propriamente São Gregório Magno quem enviou Santo Agostinho de Cantuária à Inglaterra – no ano 597 d.C. – para evangelizar as populações anglo-saxônicas.

O decano da Catedral de Cantuária, o Rev. Robert Willis, expressou a sua alegria pela presença da relíquia como ‘símbolo de encorajamento ecumênico no momento em que se reúnem os Primazes anglicanos e como uma estreita e forte união com São Gregório, cuja visão de conversão da Inglaterra levou Agostinho a fundar a comunidade em Cantuária’.’


Fonte :


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Santo Agostinho de Cantuária, Bispo

Por Eliana Maria (Ir. Gabriela, Obl. OSB)



Era do mosteiro de Santo André, em Roma, quando foi enviado por São Gregório Magno, em 597, à Inglaterra, para pregar o evangelho. Foi bem recebido e ajudado pelo rei Etelberto. Eleito bispo de Cantuária, converteu muitos à fé cristã e fundou várias Igrejas, principalmente no reino de Kent. Morreu a 26 de maio, cerca do ano 605.


A Liturgia das Horas e a reflexão no dia de 
Santo Agostinho de Cantuária, Bispo :

Ofício das Leituras

Segunda leitura
Das Cartas de São Gregório Magno, papa
(Lib. 9,36: MGH, 1899, Epistolae, 2, 305-306)      (Séc. VI)

A nação dos anglos foi iluminada pela luz da santa fé
Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados (Lc 2,14), porque Cristo, o grão de trigo, caiu na terra e morreu para não reinar sozinho no céu. Por sua morte nós vivemos, por sua fraqueza nos fortalecemos, por sua paixão nos libertamos da nossa. Por seu amor, procuramos na Grã-Bretanha irmãos que desconhecíamos; por sua bondade, encontramos aqueles que procurávamos sem conhecer.

Quem será capaz de expressar a enorme alegria que encheu o coração de todos os fiéis, pelo fato de a nação dos anglos, repelindo as trevas do erro, ter sido iluminada pela luz da santa fé? É à ação da graça de Deus todo-poderoso e ao teu ministério, irmão, que devemos isto. Agora com grande fidelidade de espírito calcam aos pés os ídolos que antes adoravam com insensato temor; com pureza de coração, já se prosternam diante de Deus todo-poderoso; obedecendo às normas da santa pregação, abandonam as obras do pecado e aceitam de boa mente os mandamentos de Deus para chegarem a compreende-lo melhor; inclinam-se profundamente em oração para que o espírito não fique preso à terra. De quem é esta obra? É daquele que disse : Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho (Jo 5,17).

Cristo, para mostrar que o mundo não se converte com a sabedoria dos homens mas com o seu poder, escolheu como seus pregadores, para enviar ao mundo, homens iletrados. O mesmo fez também agora com a nação dos anglos, pois se dignou realizar prodígios por meio de fracos instrumentos. Mas nesta graça celestial, irmão caríssimo, há muito para nos alegrarmos e também muito para temermos.

Bem sei que o Deus todo-poderoso realizou grandes milagres por meio do teu amor para com esse povo que ele quis escolher. Mas esta graça do céu deve ser para ti causa de alegria e de temor. De alegria, sem dúvida, por veres como as almas dos anglos são conduzidas, por meio dos milagres exteriores até à graça interior; e de temor para que à vista dos milagres que se realizam, tua fraqueza não se exalte até à presunção, e enquanto exteriormente és honrado, não caias interiormente na vanglória.

Devemos lembrar-nos de que os discípulos, ao voltarem da pregação cheios de alegria, quando disseram ao divino mestre : Senhor, até os demônios nos obedecem por causa do teu nome (Lc 10,17), ouviram como resposta : Não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu (Lc 10,2)).


Fonte :
‘In Liturgia das Horas II’, 1596, 1597